Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Rock of Ages'


De Bon Jovi à boy band, um excelente musical com atuação de gala do Tom Cruise de Notre Dame

Comandado pelo cineasta californiano Adam Shankman (que dirigiu filmes como "Um Amor Para Recordar" e "Hairspray - Em Busca da Fama"), “Rock of Ages” é um grande e envolvente concerto cinematográfico. O ‘coral do buzão’ dá início ao aguardado musical que entre muitas histórias temos um escravo do rock em busca de uma canção perfeita e um casal que leva o amor que sentem para cima do palco e expressam isso em forma de canções. O longa é sutil e de apelo popular para mostrar a transformação da indústria fonográfica (e ao mesmo tempo fazer uma crítica à mesma). Às vezes sentimos muita cantoria e pouca história mas nada de muito grave que atrapalhe a diversão do espectador.

No filme, conhecemos Sherrie e sua botinha country, uma jovem que parte de sua cidade de poucos habitantes para uma badalada e grande metrópole que respira rock and roll. Lá se apaixona, conhece o glamour, o mundo das celebridades musicais e o maior ícone do segmento, um rockeiro que adora beber e seduzir as mulheres. Durante o filme o público fica entusiasmado pela excelente trilha sonora que acompanha o longa. Entre tantas ótimas execuções sonoras, quem vos escreve elege a versão de “More Than Words” do Extreme como a campeã, ficou excelente. Ainda falando sobre a trilha, a música de abertura parece com algumas canções de outro musical de sucesso, “Hairspray”.

Esse amor Rock and Roll é composto por excelentes personagens interpretados por nomes conhecidos que contribuem, cada um deles, para o sucesso do filme. Julianne Hough é uma ótima surpresa, canta muito bem, interpreta com simplicidade e com uma espontaneidade que tornam sua personagem muito carismática aos olhos do público.  Catherine Zeta-Jones e sua caricata personagem (Patricia Whitmore) contornam bem o lado dos vilões que possuem o simples objetivo de terminar com a alegria dos roqueiros. Russell Brand e seu cabelo ‘Restart’ tem maravilhosas sacadas e fazem o público gargalhar em vários momentos, faz ótima dupla com Alec Baldwin. Esse último, e seu inseparável casaco de felino, dá um ótimo ritmo para toda a trama que acaba passando ao redor de seu personagem (dono do estabelecimento onde os shows acontecem). Tom Cruise dá vida à Stacee Jaxx. Com muita segurança e loucura, seu personagem vira, logo que aparece pela primeira vez, o preferido de todos. Cheio de anéis, óculos chamativos, uma corcunda proposital e com Hey Man como escudeiro, Cruise consegue divertir muito a plateia. Um ótimo trabalho desse consagrado e muitas vezes criticado artista americano.

Falando sobre uma curiosidade, impressionante como a repórter da Rolling Stones, papel de Malin Akerman, é parecida com Nicole Kidman no longa “Dias de Trovão”. As sátiras que volta e meia aparecem na trama, animam a plateia. As críticas feitas pelo filme, são leves, inteligentes e implementadas de forma sutil o que aproximam sempre os olhos cinéfilos da telona. A sequência da ‘Boy Band’ é sensacional!

É um show? É um filme? Não importa como você define esse trabalho, o certo mesmo é você não deixar de conferir essa ótima diversão!

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...