Crítica do filme: 'Magic Mike'


Quando a mágica faz todo mundo querer sair correndo do cinema


Qual o objetivo de um filme que não tem um objetivo? Dirigido pelo experiente cineasta Steven Soderbergh, “Magic Mike” em poucas sequências prova que é possível você não gostar de um filme com apenas 10 minutos de projeção. Não há nada de interessante relacionado à cinema nessa fita. Tudo é muito ruim: direção, atuações, trilha sonora, diálogos fúteis e indigestos. O que adianta reunir uma nova geração de atores que estão em ascendência em Hollywood se não há talento para segurar uma história?

Na trama, conhecemos Magic Mike (interpretado por Channing Tatum) um rapaz que vive uma vida agitada conquistando mulheres e ganhando dinheiro sendo stripper em um clube comandado Dallas (papel de Matthew McConaughey). Certo dia, Mike conhece Adam (Alex Pettyfer), rapaz que está procurando um rumo para sua vida e encontra em Mike um professor que lhe ensina como ganhar dinheiro e conquistar lindas mulheres através de um clube de strip.

É muito difícil analisar um longa desses com tantos problemas de interação. Para ser pior só faltava o Nicolas Cage. Aliás, como que esse roteiro terrível não passou nas mãos de quem adora escolher as piores produções do ano? Os cinéfilos não merecem. É uma produção feita para o universo feminino por conta da exposição dos corpos dos jovens atores. A profundidade dos personagens não existe, tudo é fácil e simples. A tentativa de ser uma comédia fracassa quando há também uma tentativa de ser um drama. Impressiona como conseguiram juntar tanta gente e fazer uma grande confusão, ninguém se entende em cena.

O grande desafio cinéfilo é conseguir ficar acordado até o final dessa fraquíssima trama. Um dos piores filmes do ano, sem dúvida.

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