Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Os Mercenários 2'


'...o epicentro do riso são auto-piadas de personagens de outros tempos...'

Dirigido pelo cineasta inglês Simon West (diretor de “Con Air – A Rota da Fuga”), “Os Mercenários 2” é um filme de ação que conta com um recheio generoso e nostálgico de comédia onde o epicentro do riso são auto-piadas de personagens de outros tempos que também foram interpretados por esses famosos atores de longas de ação. Empolga a platéia gerando risos aos montes, vai agradar uma legião de cinéfilos.

Na trama, novamente somos guiados por Barney Ross e sua gangue de sanguinários mercenários bonzinhos a mais uma missão vingativa que envolve um terrorista que pretende vender plutônio para pessoas com intenções perversas. Após a contratação de mais um integrante à equipe, Bill, os mercenários seguem uma missão atrás de outra conseguindo com êxito eliminar seus objetivos. Mas, quando uma das missões falha e o jovem Bill é capturado pelo vilão ‘Grande Dragão’, Barney e seus amigos partem um busca de vingança e contam com a ajuda de John McClane, do ‘Terminator’, além de Braddock.  

O filme consegue ser superior ao primeiro em muitos aspectos. O roteiro não é nada diferente do que já vimos em outras fitas de ação, a grande sacada é a maneira como as ‘piadinhas’ conseguem um grande efeito nos diálogos dos personagens. É como se ‘Os Mercenários 2” fosse uma grande união de antigos astros falando: ”Nós estamos mais velhos mas sabemos fazer um filme deste tipo”!

Muitos podem dizer que é um longa de ‘ação/pastelão’ mas não é bem assim. Tem história, tem fortes personagens, tem uma boa direção. É muito mais do que uma simples reunião de atores que marcaram uma geração. É uma grande oportunidade para uma recente geração conferir nas telonas esses vovôs que sempre prendem a atenção quando aparecem! Diverte e por isso vale a pena ser conferido!  

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...