Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Colegas'


Nosso destino é a gente que faz. Escrito e dirigido por Marcelo Galvão (que também faz uma pontinha no filme) Colegas algumas pitadas dramáticas mas não pode ser considerado do gênero drama e sim, comédia. É um filme inocente que tenta satirizar as situações dos carismáticos amigos a todo instante. Pena que o roteiro é bem fraco, confuso, e aos poucos vai se perdendo com personagens coadjuvantes caricatos que não conseguem se encaixar na história. A trilha sonora e a fotografias são os grandes destaques do longa que estreia em março nos cinemas.

O Indiana Jones, Lima Duarte, narra a história de três amigos que possuem Síndrome de Down e que vivem a muitos anos em um Instituto chamado Santa Lucia. Por passarem parte do tempo vendo diversos filmes, um dia resolvem realizar o sonho deles de ter uma grande aventura com três desejos: ver o mar, casar e voar. Assim, partem rumo ao desconhecido, assaltando estabelecimentos utilizando frases de filmes, cruzando a fronteira existente entre o Paraná e Santa Catarina sempre distribuindo muitos abraços.

A abertura com citações de conhecidas produções de cinema era um bom sinal para todos os amantes da sétima arte que estavam sentados assistindo à projeção. Mas tudo cai por terra, pois, o roteiro é bem fraco, confuso. Muitas referências estranhas como ônibus antigos ao lado de carros importados, cenários que não mostram tempo nem espaço definidos e em muitas cenas, gratuitamente, armas são sacadas completamente fora de contexto. O filme entra em loop e muitos assuntos se repetem ao longo da trama. Isso pode ser uma saída do diretor para explicar a história várias vezes, de muitas maneiras, porém, é muito arriscado pois pode se tornar repetitivo aos olhos de muitos.

Às vezes você se sente nos dramas americanos de décadas passadas, muitos elementos levam o público a essa analogia (tem uma menção ao clássico Psicose, no mínimo estranha).  O filme tem alma mesmo que com problemas técnicos e em sua execução, as mensagens positivas são inúmeras e isso deve comover parte do público.

Em dúvida? Assista! Às vezes o longa consegue te prender a atenção pois uma mensagem bonita realmente existe.

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...