sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Crítica do filme: 'Lincoln'


Retratar a vida do mais famoso de todos os presidentes americanos não era uma missão fácil. Mas Steven Spielberg topou o desafio e reuniu um elenco deveras competente, liderado por um ator fora de série, construindo uma espécie de thriller político e apresentando com pouco mais de 2:30 de duração sua visão sobre os quatro últimos meses de vida do 16° presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln. Estamos falando do aguardado e já premiado Lincoln.

Durante a guerra civil americana, onde milhares de homens foram mortos, o longa se apresenta como um grande drama político, sobre as tentativas e incertezas da aprovação da emenda que acabaria com a escravidão nos Estados Unidos. O filme foca em todos os tipos de risco que passou o Presidente mais querido do povo americano para realizar esse desejo. Lincoln é baseado no livro Team of Rivals: The Political Genius of Abraham Lincoln de Doris Kearns Goodwin, e abrange os quatro últimos meses de vida do popular presidente. O roteiro adaptado foi feito por Tony Kushner (Munique) e a trilha sonora é assinada pelo incansável John Williams.

O filme, estimado em 65 milhões de dólares é longe de ser uma pequena produção. Tudo é muito bem detalhado e pensado. Spielberg é craque em guiar filmes blockbusters e sabe muito bem os pontos de como e onde conquistar o público que assiste seus filmes. É um dos favoritos a levantar mais uma vez a famosa estatueta dourada no dia 25 de fevereiro em Los Angeles. Realmente, é um trabalho muito competente desse veterano da tela grande. Muito bom voltar a assistir um belo trabalho desse homem que já marcou sua história no cinema.

Todo o elenco está muito bem, Sally Field, David Strathairn, Tommy Lee Jones. Mas o grande destaque, sem dúvidas, é a maravilhosa atuação do artista britânico Daniel Day-Lewis. A caracterização é algo transparente, real e verdadeiro. Daniel personifica o jeito, a fala, a postura do presidente de maneira brilhante. Faz tudo parecer tão simples que qualquer um vai ter vontade de encarar um teste de seleção para elenco de filmes. Com certeza levantará seu terceiro e merecido Oscar daqui a um mês. Uma curiosidade mostra certa peculiaridade nesse mostro sagrado, quando pensamos em atuação no cinema. Quando Daniel Day-Lewis decidiu sobre a voz que ele iria usar para retratar Lincoln, ele enviou uma fita de áudio para o diretor Steven Spielberg em uma caixa com uma caveira e ossos cruzados sobre ela, para ninguém mexer, somente Spielberg.

Lincoln tem o maior número de indicações ao próximo Oscar, 12 no total, e estaciona em  nossas telonas nesta sexta-feira. Não é uma obra-prima mas chega perto, por conta de uma atuação inesquecível de um ator de outro planeta.

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