domingo, 17 de fevereiro de 2013

Crítica do filme: 'De Coração Aberto'


O que fazer quando o amor vira vício e vai corroendo até o limite da alma? O novo longa francês que chegou aos nosso cinemas nessa semana, estrelado pela musa parisiense Juliette Binoche (O Paciente Inglês), De Coração Aberto, conta a saga doentia de um relacionamento movido a genialidade e muito álcool. Ao longo dos pouco mais de 90 minutos de projeção, muito bem dirigidos pela cineasta Marion Laine, o público é jogado de ponta a cabeça para dentro do mundo obscuro das emoções extremas fato que é relacionado à metáforas interessantes principalmente em seu desfecho.

A trama, baseada na obra de Mathias Énard, gira em torno de um casal de meia idade que são cirurgiões do departamento de transplantes de um prestigiado hospital público de Paris. Esse homem e essa mulher são casados e vivem intensamente a relação, dentro e fora do hospital. Certo dia, uma gravidez inesperada vira um estopim para mudanças drásticas nesse relacionamento que tende ao doentio por conta da violência e intensidade provocadas principalmente pelo rapaz, viciado em álcool.

Os diálogos intensos e as interpretações à flor da pele causam tremendo choque ao espectador. Não é um filme fácil de digerir. Precisa ter paciência e se conectar com a trama (às vezes um pouco detalhada demais) aos poucos. A riqueza cênica que vemos é fruto das excelentes interpretações de Binoche e Édgar Ramirez (Fúria de Titãs 2). O segundo tem um dos seus melhores papéis da carreira transformando uma doença no grande foco do filme. Já a primeira, mostra mais uma vez porque é uma das artistas mais queridas pelos cinéfilos mundo à fora, mais uma atuação corajosa e de gala dessa atriz surpreendente.

A questão da ética e do alcoolismo dominam as sequências. O roteiro foca nesses relatos deixando (de maneira muito inteligente) o público tirar suas próprias conclusões sobre as situações que são impostas aos personagens. Cenas marcantes compõe o longa, levando o público para um desfecho meio metafórico onde cada qual dá a sua conclusão ao que somos brindados nos minutos finais.

Final feliz? Historinha para boi dormir? Não! Esse é um filme nu e cru, contextualizado com muita competência. A verdade torna-se um prato difícil de engolir. Mas quem nunca teve um relacionamento conturbado? Saiba mais indo conferir esse ótimo filme da terra do perfume, e do cinema, é claro!  

1 Postagens cinéfilas:

RODRIGO disse...

Assiti ontem, fui não esperando muito e sai surpreendido, com o perdão da expressão, "O filme é foda...", o final é uma das melhores partes e te faz pensar, sai estaxiado do cinema, o filme é otimo vale a pena conferir!

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