Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme 'Fogo contra Fogo' (2013)


O que acontece quando um bombeiro brinca com fogo? David Barrett, diretor de diversos seriados e debutando nos longas, tenta nos guiar para uma história que gira em torno de um trabalhador honesto que se vê envolvido com criminosos no novo longa de ação Fogo contra Fogo.  Algumas cenas são muito bem dirigidas, outras pifiamente. As situações provocadas pelo roteiro assinado por Tom O'Connor são forçadas fugindo completamente da realidade.  É o tipo de filme que encontraremos na famosa sessão da tarde ou talvez nas telas quentes da vida.

Na trama, acompanhamos um bombeiro que sobrevive a uma tentativa de assalto a uma loja de conveniência e vira protegido do serviço de testemunhas do FBI até o julgamento em que precisa depor. Meses longe dos amigos e da vida que levava, perto do julgamento, seu paradeiro é descoberto e agora, todo mundo que ele conhece corre perigo. Desesperado, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e ir atrás do bandito. O bombeiro, então, vira um justiceiro. Das mãos que saiam jatos de água para proteger os indefesos, de repente, viram mãos sujas de sangue em busca de vingança.

O roteiro fala sobre uma questão interessante sobre o sistema judiciário, é bem superficial mas rende uma boa sequência.  Porém, como um todo, o script se perde em clichês e situações um tanto quanto forçadas que esbarram no impossível, quase sempre. Por incrível que pareça, o título Fogo contra Fogo, homônimo ao clássico filme de Michael Mann (Colateral) estrelado por Al Pacino (Anti-Heróis) e Robert de Niro (O Lado Bom da Vida), diz muito sobre a história, exatamente a luta do fogo das armas contra as chamas de um justiceiro.

O bombeiro que gosta de trabalhar nos finais de semana é um personagem fraco, muito mal interpretado pelo ator Josh Duhamel (Noite de Ano Novo). A agente do FBI que só usa All Star, interpretada pela atriz Rosario Dawson (O Zelador Animal) é uma personagem completamente linear só tendo certa influência para a trama por seu o par romântico do protagonista. Bruce Willis (Looper: Assassinos do Futuro) irreconhecível, mais preguiçoso impossível. Será que o veterano artista americano está guardando forças para Duro de Matar 5? Esperamos que sim!

As limitações do filme deixarão os cinéfilos entediados por mais confortáveis que sejam as cadeiras dos cinemas brasileiros. Literalmente, um chá de cadeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...