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Crítica do filme: 'Linha de Ação'


O que fazer quando não há heróis? Quando somos simplesmente envolvidos em situações incontroláveis? Dirigindo pelo norte-americano Allen Hughes (Nova York, Eu Te Amo), Linha de Ação é um suspense político que mostra as muitas facetas de personagens intrigantes que se envolvem constantemente em ótimos diálogos, fruto do primeiro roteiro para cinema do jovem escritor Brian Tucker. Tramas políticas costumam ser maçantes mas esse apresenta diferenciais e muitas saídas para o seu desfecho deixando o público com os olhos fixos em cada cena.

Em uma cidade recheado de intensas tramas políticas, conhecemos o ex-policial Billy Taggart (que demora três segundos para rejeitar uma bebida, por conta de seu problema com alcoolismo) que vive a sete anos em busca de uma redenção após estar envolvido em um crime que chocou uma comunidade. Alguns anos depois do ocorrido, nos dias atuais, a vingança vai rondar sua mente já que novamente está de frente com o mundo das chantagens e traições e sua figura mais poderosa o prefeito Nicholas Hostetler (Russell Crowe).

O protagonista é cheio de defeitos e eles são brilhantemente reunidos em um liquidificar de emoções, muito bem executado pelo ator que o interpreta. Não é nenhum absurdo de dizer que Linha de Ação é um dos melhores trabalhos de Mark Wahlberg (Ted) nas telonas. Os coadjuvantes não são esquecidos, se destacando, cada um com seu personagem, para o melhor entendimento da trama. Eles conseguem espaço e comandam o ritmo intenso do que vemos no cinema. A personagem coadjuvante Katy Bradshaw, interpretada pela novata Alona Tal, rouba a cena em muitos momentos, tem ótimas sequências com o personagem de Wahlberg.

O longa não tem heróis, todo mundo comete erros. Os pecados do passado são as surpresas, ou melhor, uma espécie de pistas que são jogadas pelo enredo deixando a todo o público sem a mínima ideia do que vai ser de cada destino envolvido. Quando antigos demônios do passado perseguem o personagem principal, somos jogados a um descontrole intenso e inconsequente o que transforma a trama em um suspense inteligente com um final sugestivo onde é mostrado que todo mundo uma hora tem que pagar as suas dívidas.

Um suspense que prende a atenção do espectador do início ao fim. Vale muito a pena conferir esse ótimo thriller que estreia na próxima sexta-feira nos nossos cinemas. 

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