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Crítica do filme: 'Meu Pé de Laranja Lima'


Como trazer a emoção de uma história que está no imaginário a 45 anos? Dirigido pelo famoso roteirista Marcos Bernstein, Meu Pé de Laranja Lima consegue emocionar e reunir todos os elementos de um bom filme. Atuações, roteiro, direção são alguns dos aspectos que andam em total harmonia. O espectador é brindado com uma verdade singela que é passada de maneira muito natural por todos os personagens. Os coadjuvantes também merecem destaque sendo muito bem aproveitados pela lente inteligente do diretor.

A nova adaptação da obra de José Mauro de Vasconcelos, conta a história de um jovem chamado Zezé, arteiro por si só sempre trocar sua dura realidade ao mundo da imaginação fazendo a alegria de todos ao seu redor. Nascido no interior e de família humilde, a criança encontra refúgio em um pé de laranja onde divide seu dia a dia, as coisas boas e ruins que acontecem com ele e sua família.  Vivendo nesse universo criativo, Zezé ganha uma ajuda especial de um amigo mais velho que tenta entender e impulsionar os sonhos do menino.

Para dar vida a um emblemático personagem da literatura brasileira, Zezé, uma enorme seleção foi feita e no final a escolha pelo talentoso João Guilherme Ávila (filho do cantor sertanejo Leonardo) foi acertada. O garoto surpreende em seu primeiro trabalho no cinema mostrando uma maturidade e uma dedicação de veterano. Como a maior parte da história se passa pelos olhos e pensamentos imaginativos do personagem o ator escolhido precisava entender todo esse universo, o que acontece.

O grande mérito do filme é brincar com o abstrato e a maneira como isso é passado ao público. O roteiro, adaptado, é crucial para que a execução se desenvolva naturalmente reunindo uma grande veracidade em cima de cada fala, cada gesto, cada expressão dos envolvidos nas sequências. A história de amor e amizade é tocante e deve levar o espectador mais sensível às lágrimas facilmente. Um outro ponto importante é que o filme não se perde quando os acontecimentos trágicos ocorrem, se prendendo naquele sentimento de dor que abala um dos personagem.

Quer rir, chorar e se emocionar? Não deixe de conferir esse que será um dos grandes destaques do nosso contestado cinema neste ano. Bravo!

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