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Crítica do filme: 'Em Transe'

Somos o somátorio de tudo o que fazemos e sentimos. Afastado a três anos das telonas, o cineasta Inglês Danny Boyle (127 Horas) volta em grande estilo com um thriller surpreendente que mostra o duvidoso e peculiar mundo do subconsciente humano, estamos falando do interessante Em Transe.  O filme é inteligente, eletrizante e volta e meia complicado. Danny Boyle dá um show na direção multiplataformas dessa história, consegue ser delicado esteticamente e explosivo, com muito dinamismo em cena.

A adrenalina nos quize minutos iniciais começa com a breve apresentação de alguns personagens e um frustado assalto a uma casa de leilões que desencadeia uma série de mistérios indo desde um funcionário corrupto e viciado em jogos de azar até uma linda hipnóloga misteriosa. Junto a esses dois elementos um grupo de bandidos precisa descobrir aonde foi parar um dos quadros mais valiosos do mundo. Assim, entramos no mundo da hipnologia e aos mistérios dessa história.

O universo secreto e espetacular do subconsciente humano é um dos focos que o roteiro, escrito por Joe Ahearne e John Hodge (Trainspotting - Sem Limites),  percorre.  Não é uma trama fácil de ser compreendida e por isso mesmo nem tudo são flores. Os personagens não parecem bem definidos, o que atrapalha o entendimento da história. Muita gente vai sair das salas de exibição tentando compreender a intensa sequência final. 

Será esse projeto a tentativa de Boyle em melhorar a ideia do filme de Gondry, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças? Os longas se parecem e isso acaba se tornando um spoiler, porém, precisava ser dito. A cena final lembra muito o clássico filme de Christopher Nolan, A Origem, deixando o público definir que decisão os envolvidos tomaram.

Violento e inconsequente, o thriller tem cenas espetaculares. A lembrança trancada em uma gaiola é mantida como ação de clímax pelos personagens que interagem de maneira à descobrir o mistério, dentro da realidade ou dentro de ações do sobconsciente. Complicado ou não, é um filme que merece ser visto mas como no filme, a escolha é sua!

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