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Crítica do filme: 'O Que Traz Boas Novas'

Ganhador de mais de 26 prêmios internacionais, chega a Brasil o novo e elogiado trabalho  do cineasta Philippe Falardeau (do excelente  C'est pas moi, je le jure! ), O Que Traz Boas Novas. Qual o papel do professor? Educar ou ensinar? O longa levanta essa questão básica da educação centralizado nos interessantes diálogos entre pais, educadores e alunos.  Além disso, o filme é delicado, transborda ao mesmo tempo pureza e maturidade.

Na trama, após uma tragédia inestimável, uma escola enfrenta um grande problema com seus alunos. Abalados, pais e orientadores buscam uma saída para a superação de toda uma classe até a chegada do novo professor de origem argelina, interpretado pelo ótimo ator Mohamed Fellag (O Gato do Rabino).

O professor tenta se entender com os alunos e a essa nova maneira de educar. Jovens traumatizados que vez ou outra ficam abatidos e reflexivos quando lembram do trágico acontecimento. A relação Professor x Aluno é muito bem detalhada, somos jogados em uma gangorra de altos e baixos nessa relação. O elenco é excelente, passa uma verdade e muito sentimento em cada sequência.

O Que Traz Boas Novas é um drama profundo que vai conquistando o espectador a cada cena. Quando somos apresentados as memórias e aos conflitos pessoais do protagonista, a história ganha em emoção. O educador, fã de Balzac, enfrenta seus próprios medos e um certo preconceito por ser de um lugar temido por guerras e atentados terroristas.

O drama promete conquistar o público de todas as idades. O desfecho é comovente. Uma lição e mensagem que o público carrega quando as letrinhas dos créditos sobem é que a amizade é uma forma de combater o desespero. Não percam esse belo filme.

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