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Crítica do filme: 'R.I.P.D. - Agentes do Além'

Repleto de efeitos especiais e subtramas de outro planeta, o novo trabalho do cineasta alemão Robert Schwentke (Te Amarei para Sempre) é uma mistura descarada de MIB (1997) e Os Caça-Fantasmas (1984). A movimentação de câmera e as manobras para capturar o melhor das sequências de ação se tornam um dos destaques do filme. O público se sente dentro de um videogame com um joystick nas mãos mas isso não é o suficiente para o espectador sair satisfeito da sala de exibição.

Na trama, acompanhamos um policial chamado Nick (Ryan Reynolds) que se meteu em uma confuão e acabara morto por seu melhor amigo Hayes (Kevin Bacon). Após o óbito, em uma espécie de rito de passagem, acaba indo para um limbo onde é interrogado e designado ao RIPD, os agentes do além. Assim, Nick ganha um antológio parceiro texano chamado Roy (Jeff Bridges) e ambos precisam manter a paz na terra dos vivos. Exatamente como Will Smith (Antes da Terra) e Tommy Lee Jones (A Família) fizeram na trilogia MIB.

O elenco tinha tudo para dar certo mas acaba se perdendo em histórias mal projetadas para seus respectivos personagens. Sempre bom conferir as ótimas atuações de Mary-Louise Parker (Red 2), simpática e muito bonita, a atriz norte-americana vai se consolidando em comédias hollywoodianas. Ryan Reynolds (Turbo) tem uma de suas piores atuações na carreira, esqueceu qualquer pingo de emoção no camarim. Jeff Bridges (Bravura Indômita), ao melhor estilo Oswaldo Montenegro, e seu sotaque de delegado texano de décadas passadas tenta passar algum tipo de humor à trama só que acaba embarcando em uma jangada rumo ao nada com piadinhas exclusivamente norte americanas.  

Os diálogos tentam ser interessantes e se sustentar no carisma do único ganhador do Oscar que faz parte do elenco (Bridges). A trama como um todo deixa muito a desejar. Na tentativa de um filme de ação tragicômico o resultado foi o velho e famoso clichê. Entre carros quebrados, cenários destruídos e muitos efeitos especiais faltou dar uma caprichada na alma de todo e qualquer filme, a história.


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