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Mostrando postagens de novembro, 2013

Crítica do filme: 'Carrie, a Estranha' (2013)

Depois de cinco anos longe das telonas e tendo no currículo o excelente filme Meninos Não Choram (que deu o primeiro Oscar para a atriz Hilary Swank), a cineasta norte-americana Kimberly Peirce topou o desafio de recriar o universo de uma das histórias mais famosas de Stephen King, Carrie, a Estranha. Com pequenas adaptações para a nossa época, fato que já diferencia esse remake do seu original dirigido por Brian de Palma em 1976, e uma atuação convincente de Chloë Grace Moretz ( Kics-Ass 2 ) essa nova releitura possui bons argumentos para convencer o público a partir do dia 06 de dezembro nos cinemas. Na história, conhecemos Carrie White (Chloë Grace Moretz) uma jovem que entrou no colégio recentemente a pedido da justiça já que antes recebia apenas aulas em casa. Sua mãe Margaret White (Julianne Moore) é uma costureira e fanática religiosa que impõe uma severa disciplina de sua jovem filha. Certo dia, Carrie sofre um intenso bullying de sua classe dentro da banheiro e a partir...

Crítica do filme: 'Azul é a Cor mais Quente'

E vem da terra de Godard o filme mais quente deste ano, Azul é a Cor mais Quente. Dirigido pelo tunisiano Abdellatif Kechiche,  ganhador da Palma de Cannes neste ano, o drama francês é uma excepcional e comovente história recheada de diálogos árduos, cenas picantes e uma inteligente análise dos sentimentos humanos, feita de forma transparente, real e bastante atual. O longa metragem é provocante, chocante e ao mesmo tempo apresenta contornos dramáticos em forma de gestos de ternura e carinho de suas personagens. Esse é um filme que ficará na sua memória por muito tempo. Nesse polêmico filme, que estreia na sexta-feira que vem (06 de dezembro) aqui no Brasil, somos apresentados a Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma jovem charmosa (principalmente quando prende o cabelo) que está passando por uma época de descobertas em sua vida pessoal. Adèle é gulosa e gosta de dançar, utiliza esse movimento corporal como forma de fugir dos conflitos que prefere não enfrentar. Após uma experiênc...

Crítica do filme: 'Um Time Show de Bola'

Nossos vizinhos argentinos utilizando técnicas de animação é uma coisa que não vemos todo ano aqui no Brasil. Juntando o amor pelo futebol que unem os dois países e com personagens que lembram ex-jogadores latinos, o ganhador do Oscar Juan José Campanella ( O Segredo dos Seus Olhos) se junta a Gastón Gorali, Roberto Fontanarrosa e Eduardo Sacheri (roteirista de O Segredos Seus Olhos ) para criar uma história rica em ensinamentos para cinéfilos de todas as idades. Um Time Show de Bola conta a história de Amadeo, um adolescente que vive e trabalha como garçom em num bar de pouco movimento numa pequena cidade na Argentina. O tímido jovem é um exímio jogador de pebolim (também conhecido como Totó em algumas regiões brasileiras) e morre de amores por sua amiga de infância Laura. Certo dia, é desafiado pelo jovem mais malandro do vilarejo, Colosso, para uma partida e acaba vencendo dando um show. Anos mais tarde, Colosso se transforma no melhor jogador de futebol do mundo, e volta par...

Crítica do filme: 'Ensaio'

Parece que a dança misturada com dramaturgia vem ganhando cada vez mais espaço nos nossos cinemas. Depois do interessante Esse Amor que nos Consome , chega aos cinemas na próxima sexta-feira (29) o trabalho da diretora Tânia Lamarca, Ensaio . Elementos de dança, teatro e cinema se misturam de maneira desencontrada transformando uma simples história em uma experiência profunda e com uma beleza poética fruto dos belos movimentos corporais dos personagens principais. Rodado todo em Florianópolis, o longa metragem parece um aulão pré-vestibular sobre a revolução Farropilha. Ensaio , rodado no longínquo ano de 2010, conta a história de um excêntrico diretor de um espetáculo de dança chamado Caio (Chico Caprario) que esta preste a estrear seu novo projeto, um trabalho meticuloso sobre Anita e Garibaldi. Seus dois bailarinos principais, Eva (Lavínia Bizzotto) e Daniel (Bruno Cezario) que dão vida aos protagonistas, demonstram toda suas dores e conflitos pessoais durante esses ensaios. ...

Crítica do filme 'Somos o que Somos'

Tentando criar uma atmosfera de suspense do início ao fim, o cineasta Jim Mickle ( Stake Land - Anoitecer Violento ) chega aos nossos cinemas na próxima sexta-feira (29) com seu mais recente trabalho. Somos o que Somos é um filme em que não existem risos. Caras sisudas, ambientes lúgubres e diálogos com citações religiosas fervorosas recheiam essa sonolenta fita, um remake de um longa-metragem mexicano escrito e dirigido por Jorge Michel Grau, que peca por não conseguir desenvolver muito bem os personagens principais da história. Na trama, conhecemos a família Parker que logo de cara sofre com o falecimento suspeito da matriarca e com a chegada de uma tempestade terrível. Esses dois acontecimentos mexem com a rotina da pacata família que esconde segredos inimagináveis do resto da população da cidadezinha em que vivem. A figura do pai, interpretado de maneira preguiçosa pelo ator Bill Sage ( Preciosa - Uma História de Esperança ), não consegue avultar-se sobre a história. Toda a...

10 Filmes que fazem bem ao coração

Com tanta violência no mundo em que vivemos: arrastões nas praias cariocas, corrupção, roubo de dinheiro público por meio de merenda escolar, políticos corruptos e seus falsos infartos, sempre que for possível olhar para um novo horizonte e usar o cinema para tal devemos e faremos isso. Precisamos fazer um bem maior ao nosso coração! Sabe aquele filme que nos faz respirar fundo e abrir um lindo sorriso quando termina sua exibição? Se formos colocar nossa memória cinéfila para funcionar, lembraremos de obras-primas que emocionaram e fizeram um grande bem ao maior músculo de nosso corpo. Não importa a nacionalidade, não importa o diretor, não importa que são os atores que estão em cena, existem filmes que ficam marcados para toda uma vida em nossos corações. Você sabia que quando tivermos 70 anos de idade, nosso coração já bateu cerca de 2,5 bilhões de vezes e muitas dessas batidas foram provocadas pela sétima arte? Pensando nisso tudo escrito acima, uma listinha com 10 film...

Crítica do filme: 'Trem Noturno para Lisboa'

Do que sentimos falta no fim de nossas vidas? Dirigido pelo veterano cineasta dinamarquês Bille August ( A Casa dos Espíritos ) e com um roteiro adaptado do best seller homônimo de Pascal Mercier, Trem Noturno para Lisboa poderia ser um filme qualquer sobre revoluções, amor e mistérios. A questão é que seu protagonista é fascinante, contando com uma das maiores atuações da carreira do excelente ator britânico Jeremy Irons ( Dezesseis Luas ).  Certo dia em sua vida monótona, o Professor Raimund Gregorius caminha a passos largos em direção a escola onde dá aula. Ao se ver diante de uma bela donzela a caminho do suicídio, intervém e a salva da eminente fatalidade. Com pressa para não perder o horário, convida a moça para assistir sua aula. Após alguns minutos, a ex-suicída vai embora deixando seu casaco vermelho e um livro do desconhecido escritor Amadeu do Prado. Fascinando pelas palavras que descobre a cada página virada, o Professor Gregorius embarca em uma aventura para de...

10 Filmes para assistir e espantar a tristeza

Existem dias que estamos tristes, sem vontade de sair de casa e muitos problemas nos cercam de maneira tão profunda que só queremos ficar deitadinhos debaixo daquele aconchegante cobertor. A vida é dura (ninguém disse que era fácil), nossa rotina as vezes cansa, chegamos a um limite onde não sabemos ao certo a direção que devemos seguir. Mas, em vez de ficar deprimido (a), porque você não assiste a um filme que pode mudar o seu dia, sua semana, sua vida? O escritor francês Romain Rolland já dizia:  “A vida não é triste. Tem horas tristes.” Certos filmes nos fazem sonhar, nos fazem acreditar, nos tiram da realidade que em certos momentos pode ser muito dura. Produções de diversos países, inúmeros diretores , atores diversos produziram determinadas obras que podem ajudar você a sair desse desalento. Pensando nisso e pesquisando em nossa vasta memória cinéfila, resolvi criar uma lista de 10 filmes que possuem ingredientes mágicos que tiram qualquer pessoa da tristeza. Topam...

Crítica do filme: 'O Mar ao Amanhecer'

Baseado em uma emocionante carta de despedida do jovem Guy Môquet, O Mar ao Amanhecer é mais uma das dezenas produções anuais sobre a Segunda Guerra Mundial. Dirigido pelo cineasta alemão Volker Schlöndorff , que dirigiu John Malkovich ( Red 2: Aposentados e ainda mais perigosos ) e Dustin Hoffman ( O Concerto ) no emocionante filme da década de 70, Morte do Caixeiro Viajante , o longa-metragem é uma sonolenta viagem ao terror que os nazistas colocaram na França tempos atrás. A falta de foco em algum dos personagens pode ser a chave do insucesso da fita. Na trama, voltamos ao dia 21 de outubro de 1941,  na França, onde três integrantes do batalhão da juventude do Partido Comunista atiraram em um tenente-coronel nazista de alta patente no centro de Paris. Como retaliação, Hitler ordena a execução de 150 franceses, que eram mantidos prisioneiros. Entre os condenados está o jovem Guy Môquet (Léo-Paul Salmain), que escreveu uma carta de despedida tão impactante...

Crítica do filme: "Las Acacias"

Dois anos depois de ser lançado mundo à fora, o novo filme do estreante cineasta argentino Pablo Giorgelli desembarca em nossa terra e promete ganhar a simpatia de muita gente nas salas de cinema por mais que a narrativa seja extremamente lenta e sonolenta em alguns momentos.  Na trama, escrita pela dupla Pablo Giorgelli e Salvador Roselli, conhecemos o solitário viajante Rubén (Germán de Silva), um motorista de caminhão que transporta madeira como meio de sobrevivência. Certo dia, presta um favor a seu chefe e concorda em levar até Buenos Aires a paraguaia Jacinta (Hebe Duarte) e sua filhinha de 8 meses. A partir desse encontro e os quilômetros passando, uma relação muito forte e com poucas palavras é instaurada dentro do veículo. Las Acácias já recebeu diversos elogios de público e crítica por todo o planeta. O prêmio Caméra d'Or (para o diretor Pablo Giorgelli) em Cannes, foi o prêmio mais importante e significativo que venceu. O cinema argentino mais uma ...

Crítica do filme: "Minha Vida dava um Filme"

Com muita futilidade, inutilidade e cenas horrorosas o novo trabalho dos cineastas Shari Springer Berman, e Robert Pulcini ( Os Acompanhantes ) é um filme ao melhor estilo conversa para boi dormir.  Um dos atrativos do filme poderia ser a presença da ganhadora do Oscar Annette Bening ( Ginger & Rosa ) porém a veterana artista consegue, para grande surpresa negativa, uma de suas piores atuações da carreira. No pífio roteiro escrito por Michelle Morgan, acompanhamos a vida tumultuada de Imogene (interpretada terrivelmente por Kristen Wiig). Entre seus atuais desastres: acaba de terminar o seu longo relacionamento e sua carreira está em ladeira abaixo. Sem dinheiro, ela é obrigada a voltar a morar com sua excêntrica mãe (Annette Bening), que vive com um jovem ambicioso e mentiroso. Cenas escrachadas, de muito mal gosto recheiam a grande confusão na tela. A história não segue uma lógica, deixando o espectador perdido em diversos momentos. A atriz Kriste...