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Crítica do filme: "Última Viagem a Vegas"

Reunindo um elenco de estrelas do cinema e falando sobre a maturidade em aproveitar a vida, o cineasta Jon Turteltaub (A Lenda do Tesouro Perdido) chega com seu novo trabalho aos nossos cinemas, a comédia Última Viagem a Vegas. A terceira idade é o foco principal deste longa-metragem roteirizado por Dan Fogelman (Amor a Toda Prova), que tenta se sustentar com diálogos cômicos e uma boa atuação de Kevin Kline (Um Peixe Chamado Wanda). Mesmo com alguns elementos envolventes, a história tem altos e baixos. Do meio pra frente parece sem direção mas as situações hilárias que passam os velhinhos devem tirar bons risos da plateia.

Na trama, quatro amigos de infância, que hoje já estão na fase dos 70 anos, resolvem se reencontrar após anos sem contato para comemorar a despedida de solteiro de um deles em Las Vegas, o ricaço Billy (Michael Douglas). Além de Billy, o grupo é formado por: Sam (Kevin Kline), Archie (Morgan Freeman) e Paddy (Robert de Niro). O primeiro está infeliz e depressivo no casamento, o segundo teve muitos problemas de saúde além de ser tratado como criança pelo filho, o terceiro é um viúvo ranzinza e infeliz que tem contas a acertar com Billy. Esse grupo vai se meter em altas confusões pelas noites na famosa cidade dos cassinos.  

Talvez o menos famoso da turma, Kevin Kline, leva o filme nas costas. Seu personagem é o único que consegue ter excelentes momentos na trama. O ator nova-iorquino esbanja categoria e improvisos.  Robert De Niro e Michael Douglas ficam engessados nos seus respectivos papéis, não conseguindo desenvolver de maneira convincente seus personagens. O primeiro tem até uma cena bem legal que lembra o personagem Jake La Motta, interpretado por De Niro no filme Touro Indomável, mas decepciona como um todo. Já Morgan Freeman, faz de tudo para desenvolver seu personagem mas Kevin Kline é quem acerta bastante com seu excêntrico velhinho que ganha um Viagra e uma camisinha da esposa pra curtir Las Vegas.

Em algumas sequências, principalmente em uma específica da boate, há um uso excessivo de merchandising de famosas bebidas alcoólicas. O diretor poderia ter sido um pouco mais delicado para incluir essas marcas no longa, ficou muito exposto e gratuito da maneira que foi filmado. Muitos dirão que esse trabalho é um Se Beber, Não Case sênior, cheio de bebidas e mulheres bonitas. Realmente os filmes possuem vários elementos em comum mas por conta da qualidade de seu elenco, Última Viagem a Vegas é muito mais maduro na hora de passar sua mensagem. Pra quem gosta de comédia, o filme estreia dia 06 de dezembro em todo o Brasil.



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