sábado, 21 de junho de 2014

Crítica do filme: 'A Imigrante'

O que fazer quando a vida perde o total sentido? O novo trabalho do competente diretor James Gray é uma jornada nas profundezas da alma e no caráter do ser humano. Com mais uma atuação espetacular da francesa Marion Cotillard, A Imigrante é um filme que toca bem fundo no nosso coração, trazendo a tona graves problemas de nossa sociedade e de nossa cruel e primitiva maneira de pensar o mundo.

Na trama, acompanhamos a triste e melancólica história de Ewa Cybulska (a eterna Piaf, Marion Cotillard) uma imigrante que chega aos Estados Unidos de navio e por um golpe do destino é separada de sua irmã. Tendo que viver sozinha, sem dinheiro em um lugar totalmente novo, acaba sendo seduzida pela falsa bondade de Bruno Weiss (Joaquin Phoenix) e rapidamente vai parar no tenebroso mundo da prostituição. As coisas mudam um pouco de figura quando entra em cena o ilusionista Emil (Jeremy Renner).

O Longa-metragem navega em águas emocionais para trazer luz aos problemas do caráter humano. Os excelentes coadjuvantes, totalmente instáveis em qualquer bom senso que se preze, elucidam bem a amargura que a protagonista é enviada. Joaquin Phoenix e Jeremy Renner participam com louvor de ótimas sequências ao longo deste belo trabalho que teve sua primeira exibição em terras cariocas no último Festival do Rio de Cinema.


Um paradigma interessante entre o viver e o amar é superficialmente aceito pela sofrida Ewa. A imigrante é um daqueles trabalhos que o espectador torce pelo final feliz dos personagens que são identificados como os “bonzinhos”. A graça nisso tudo é que vilões e mocinhos serão escolhas diferenciadas do público que merece demais conferir esta grande produção.

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