Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Era Uma Vez em Nova York'

O que fazer quando a vida perde o total sentido? O novo trabalho do competente diretor James Gray é uma jornada nas profundezas da alma e no caráter do ser humano. Com mais uma atuação espetacular da francesa Marion Cotillard, A Imigrante é um filme que toca bem fundo no nosso coração, trazendo a tona graves problemas de nossa sociedade e de nossa cruel e primitiva maneira de pensar o mundo.

Na trama, acompanhamos a triste e melancólica história de Ewa Cybulska (a eterna Piaf, Marion Cotillard) uma imigrante que chega aos Estados Unidos de navio e por um golpe do destino é separada de sua irmã. Tendo que viver sozinha, sem dinheiro em um lugar totalmente novo, acaba sendo seduzida pela falsa bondade de Bruno Weiss (Joaquin Phoenix) e rapidamente vai parar no tenebroso mundo da prostituição. As coisas mudam um pouco de figura quando entra em cena o ilusionista Emil (Jeremy Renner).

O Longa-metragem navega em águas emocionais para trazer luz aos problemas do caráter humano. Os excelentes coadjuvantes, totalmente instáveis em qualquer bom senso que se preze, elucidam bem a amargura que a protagonista é enviada. Joaquin Phoenix e Jeremy Renner participam com louvor de ótimas sequências ao longo deste belo trabalho que teve sua primeira exibição em terras cariocas no último Festival do Rio de Cinema.


Um paradigma interessante entre o viver e o amar é superficialmente aceito pela sofrida Ewa. A imigrante é um daqueles trabalhos que o espectador torce pelo final feliz dos personagens que são identificados como os “bonzinhos”. A graça nisso tudo é que vilões e mocinhos serão escolhas diferenciadas do público que merece demais conferir esta grande produção.

Postagens mais visitadas deste blog

Jantar para Idiotas

Depois de ler a sinopse eu ja sabia que não iria gostar mas como todo cinéfilo é teimoso... fui assistir a esssa produção em uma noite que estava sem sono. Resumindo, foi muito difícil chegar ate o final. Paul Rudd não consegue sair desses papeizinhos de homem de 30 anos com alguma crise; seja ela no casamento, na desilusão de não ter amigos, ou conhecendo alguma garota dos seus sonhos. Dessa vez, ele é um empregado de uma grande empresa e para se enturmar com a gerência tem que arranjar um idiota(isso mesmo, pasmem) para levar em um jantar onde há uma zoação generalizada em cima dessas pobres almas. Nem comentarei o papel ridículo de Steve Carell nesse filme. Eu fiquei imaginando como Hollywood ainda pode bancar idéias desse tipo. Tanto roteiro bom engavetado e uma porcaria dessas é lançada, vendendo uma idéia besta como essa. Isso só serve para aumentar bullying(Alô Serginho Groisman!) nas escolas entre outras coisas, que não são os mais corretos, em uma sociedade robótica onde o cin...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...