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Crítica do filme: 'O Amor é um Crime Perfeito'


A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Dirigido pela dupla Arnaud Larrieu e Jean-Marie Larrieu, o novo filme protagonizado pelo conhecido ator francês Mathieu Amalric, O Amor é um Crime Perfeito, é um thriller que às vezes chega a ser cômico, trazendo à luz de maneira nua e crua como o ser humano pode interagir com o incrível desejo da novidade. A necessidade dos diretores de mostrar as verdades dos personagens de maneira impactante geram sequências calientes com muitos corpos nus e uma cena emblemática.

Na trama, passada em uma região gelada na França atual, conhecemos Marc (Mathieu Amalric) um professor universitário de literatura, metido a Don Juan, que adora paquerar suas alunas. Sem largar o seu cigarrinho de mão, as curiosas brigas com sua irmã Marienne (Karin Viard), as perseguições de uma aluna que tem um pai mafioso e a implicância com um outro professor (Denis Podalydès), é envolvido no desaparecimento de sua mais brilhante aluna, Barbara (Marion Duval). Quando tudo caminha para o caos na vida de Marc, ele encontra o amor e o desejo de revigorar sua vida na madrasta dessa aluna desaparecida, Anna (Maïwenn).

O universo do personagem principal é muito bem detalhado na trama. Prestes a perder o emprego na Universidade que leciona, não para de se relacionar com diferentes mulheres, cada uma mais misteriosa que a outra. Além disso, possui um eterno sonambulismo inexplicável, fato que o faz não ter certeza de alguns de seus atos. Outra questão curiosa, é a relação bipolar e incestuosa que possui com sua irmã Marienne, explorada de maneira misteriosa pelo excelente roteiro.


O Amor é um Crime Perfeito é um filme que te deixa com um leque de opções para entender os destinos dos personagens. Conforme as verdades, em meio a muitas mentiras, vão aparecendo cada sequência se torna parte do ótimo clímax que acontece no desfecho da ótima história. Esse longa-metragem estreia em julho aqui no Brasil e promete agradar a muitos cinéfilos. 

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