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Crítica do filme: 'Cowboys (Kauboji)'



A vida pode até ser chata às vezes, mas um faroeste nunca! Com uma abertura ao melhor estilo dos seriados norte-americanos, o indicado ao Oscar de Melhor filme estrangeiro pela Croácia neste ano de 2015, Cowboys, é uma comédia com tons dramático muito bem dirigida pelo cineasta Tomislav Mrsic e com atuações bem competentes. Ao longo dos 107 minutos de fita, vamos acompanhando diversas situações engraçadas que acontecem com os personagens em cena. É o tipo de filme que agrada a todo tipo de público.

Na trama, um fracassado diretor de teatro precisa reunir um grupo de pessoas para encenar uma peça de teatro que não ocorre há 15 anos no lugar onde vivem. Só que o grupo de atores selecionados nunca pisaram em um palco antes e inúmeras confusões cômicas vão se moldando conforme vamos conhecendo melhor a vida de cada um desses personagens, principalmente quando eles escolhem que o gênero da peça que vão ensaiar é o famoso Western, o faroeste.

Uma grande amizade entre pessoas totalmente diferentes é formada. Dentro e fora dos palcos, um torna-se cúmplice do outro e juntos vão encontrando uma nova forma de chegar na tão sonhada e desejada felicidade. O mentor disso é Sasa, interpretado brilhantemente pelo ator croata Sasa Anlokovic, o professor dessa simpática turma de desajustados. O carisma transborda em cena, impossível não adorar essa deliciosa história.

Esse projeto se mostra tão simples como fazer aquele delicioso feijão com arroz na tarde de domingo para toda uma família. Os atores dominam completamente seus personagens e o público aos poucos vai escolhendo seus favoritos. A fórmula dá certo: um enlatado europeu com pitadas norte-americanas e um roteiro de deixar até John Wayne feliz.

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