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Crítica do filme: 'Hector and the Search for Happiness (Hector e a Busca pela Felicidade)'

Evitar a tristeza não é a forma certa de encontrar a felicidade. Baseado no livro Le voyage d'Hector ou la recherche de bonheur do autor francês François Lelord, Hector and the Search for Happiness (Hector e a Busca pela Felicidade) é um filme muito honesto que mexe com a emoção do público com suas inúmeras lições na prática sobre a arte da felicidade. O longa metragem é dirigido pelo britânico Peter Chelsom, que em seu último trabalho dirigiu o filme Hannah Montana: O Filme.  Mas não se assustem! (Rs) Chelsom conduz com trivialidade e maestria essa história que vai emocionar a muitas pessoas.  Podemos considerar esse trabalho como uma espécie de Walter Mitty Britânico.

Na trama, somos apresentados a Hector (Simon Pegg), um psiquiatra que vive uma vida monótona ao lado de sua namorada Clara (Rosemund Pike). Após uma sessão com uma paciente pra lá de esquisita, o protagonista desperta para seus sentimentos e emoções, embarcando em uma jornada de auto descoberta, à procura da felicidade. Imagens lindas vão desfilando pelo filme, nos sentimos muito próximo dos personagens tamanha verdade que sentimentos em cada gesto, cada palavra que vemos sair das atitudes e pensamentos dos personagens.

Hector é um homem que tem a vida toda certinha, controlada. Mimado por sua namorada, em todos os minutos de seu cotidiano sem emoções, o protagonista explode para vida de uma hora pra outra. O espectador é premiado com diálogos deliciosos, pensamentos inteligentes sobre a sociologia e a exploração que chega a todos nós sobre o que fizemos da nossa vida até agora. Hector representa toda uma parcela da população que de repente desperta para a vida e acaba indo de encontro, da antes tão distante, felicidade.

Da Inglaterra à China, da África à Los Angeles, da morosidade do dia a dia à liberdade. Os personagens que vão aparecendo na vida do protagonista são maravilhosos, contribuem demais para que o filme tenha uma dinâmica que faz o cinéfilo sorrir de orelha a orelha. Jean Reno, Toni Collette, Stellan Skarsgård, o espetacular Christopher Plummer e a recém indicada ao Oscar pelo filme Garota Exemplar, Rosamund Pike. Mas as luzes estão todas no brilhante Simon Pegg, que consegue, como um camaleão, pular de filme em filme, de diferentes gêneros, sem perder sua essência de grande ator.


Hector and the Search for Happiness (Hector e a Busca pela Felicidade) ainda não tem data para estrear no Brasil. Esperamos que chegue em breve. O nosso público merece tentar decifrar todos os mistérios que cercam essa tal de felicidade. 

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