sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Crítica do filme: 'Corações Livres'

No ano de 2002, a brilhante cineasta dinamarquesa Susanne Bier, brindou os cinéfilos de todo o planeta com mais um filme que defende as tradições do movimento revolucionário cinematográfico dinamarquês, denominado Dogma 95. Estamos falando do emocionante filme Corações Livres. Relançado no circuito carioca nas últimas semanas, o filme protagonizado pelo sempre espetacular Mads Mikkelsen causa um forte sentimento em nossos corações, é o tipo de projeto que volta e meia estaremos pensando sobre. Há uma humanidade profunda em cada situação complexa que acontece nessa grande história.

Na trama, conhecemos um casal de namorados apaixonados, Cæcilie e Joachim, que vivem tranquilamente em uma grande cidade na Dinamarca. Certo dia, após um grave acidente, Joachim perde os movimentos da cintura para baixo e isso causa uma série de transtornos para Cæcilie que não consegue se adaptar a essa nova situação. Joachim, fora atropelado por Marie (Paprika Steen) que é casada com o médico Niels (Mads Mikkelsen) e trabalha no mesmo hospital onde Joachim é internado. O que acontece? Cæcilie começa a se aproximar de Niels e um intenso relacionamento amoroso acontece, deixando o destino de cada personagem incerto.

O filme fala sobre relacionamentos e escolhas. Até que ponto a personagem Cæcilie pode ser apontada como uma vilã da história? Ela não pode se apaixonar novamente? Mas o namorado depois do acidente não precisa dela? O conceito de liberdade aos sentimentos dá a esse roteiro uma humanidade sem tamanho, nos sentimos próximos da história e dos personagens a toda hora. Tiramos nossas próprias conclusões a todo instante, é uma mescla de compreensão, raiva, angústia, agonia. Os sentimentos, oriundo das ações dos personagens, saltam da tela e chegam em cheio em nossos corações.


Esse quarteto fantástico do cinema dinamarquês (Mads Mikkelsen, Paprika Steen, Nikolaj Lie Kaas e Sonja Richter) são geniais. Juntos, transformam uma história complexa em uma trama inesquecível. A transparência dos personagens impressiona, conseguimos ler os sentimentos pelas intensas expressões e ações de todos em cena. É um trabalho brilhante de Susanne Bier na condução desses craques. Quem ganha com isso é o público que tem a oportunidade de ver um filmaço europeu que mas do que nunca mostra que filme bom é atemporal. 

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