Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Velozes e Furiosos 7 '


Como fazer um filme regular para bom, utilizando matéria-prima de todos os filmes de uma franquia que rendeu seis longa-metragens? A tarefa não era fácil, beirou ao absurdo e no fim se tornou uma grande homenagem emocionante. Velozes e Furiosos 7 chegou aos cinemas brasileiros nesse mês e já levou muita gente para o cinema. O filme sofreu diversos cortes e cenas refeitas por conta do falecimento do ator Paul Walker. O diretor James Wan consegue ganhar um destaque criando um filme tão empolgante que parece que perece que perdemos uns dois quilos ao final da projeção. Mesmo assim, o roteiro absurdo incomoda e muito coisa poderia ser melhor amarrada nessa história. Velozes e Furiosos 7 é o famoso filme mais ou menos.

Na trama, voltamos a encontrar nossos já conhecidos Don (Vin Diesel) e Cia, dessa vez vivendo felizes, cada um em um lugar. Até que um dia, um criminoso impiedoso resolve partir para uma vingança cruel por conta da morte de seu irmão. Assim, Don e sua trupe de velozes motoristas precisam fazer de tudo para não deixar o mal vencer, e dessa vez contam também com a ajuda de um personagem intrigante, perito em operação de vigilância e muito bem interpretado pelo sempre querido por nós cinéfilos, Kurt Russell.

Um dos pontos altos do filme, além dos enquadramentos empolgantes do diretor, é um certo foco nas características marcantes dos personagens, principalmente a de Tyrese Gibson e seu hilário Roman  que tira risadas de todos na sala de cinema. Até mesmo o ar melancólico de Don (Vin Diesel), eterna luz e voz de comando da franquia, encaixa bem no roteiro mirabolante escrito por Chris Morgan. Sentimos o ronco do motor e adrenalina constante porém uma falta de coesão mais real para a história acaba também marcando esse encerramento de franquia.

A chegada do diretor James Wan foi ótima para dar mais novidades e criatividade para as ações contidas na história que beira ao mirabolante filme, muito por conta do absurdo roteiro, repleto de cenas impossíveis que somente nos cinemas conseguimos assistir. Deram um bico na realidade e tentaram criar uma trama repleta de adrenalina do início ao fim. Para quem é fã do gênero, o filme deve ter agradado bastante mas quando pensamos como cinema de uma maneira geral, o longa metragem  protagonizado uma última vez por Vin Diesel e companhia deixa um pouco a desejar, poderia ser muito mais real e acessível a nossa imaginação.


O filme não deixa de ser uma grande homenagem ao ator Paul Walker, que falecera no decorrer das filmagens deste trabalho. Por conta disso,  dá para perceber alguns arranjos no roteiro e algumas cenas refilmadas ao longa de toda a projeção. Levando tudo isso em consideração, Velozes e Furiosos 7 é um entretenimento aceitável pra quem curte filmes assim, e vai levar milhares de cinéfilos, principalmente aqueles que curtem os filmes de ação, para dentro dos cinemas.

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...