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Crítica do filme: 'Paper Planes'

Produzido pelo ex-Hulk Eric Bana, com uma música na trilha sonora, Do or Die, escrita por Jared Leto e com o intérprete de Jake Sully no elenco, chega da Austrália um dos filmes mais água com açúcar do ano, Paper Planes. Quando você lê a sinopse já imagina como pode ser o filme, bobinho e cheio de elementos para fazerem emocionar o público. O filme é exatamente isso, um classificado ‘sessão da tarde’ made in terra dos cangurus.

Na trama, conhecemos Dylan (Ed Oxenbould), um menino que vive dificuldades em seu relacionamento com o pai após o falecimento precoce de sua mãe. Certo dia, se envolve em um concurso de aviões de papel e consegue uma surpreendente classificação para um torneio de esfera nacional. Assim, reunindo os poucos recursos que possui, tentando ter uma melhor relação com o pai e fazendo novas amizades, Dylan embarca em uma jornada que o levará até o campeonato mundial de aviões de papel, realizado no Japão.

Nem mesmo o bom jovem ator Ed Oxenbould consegue preencher todas as lacunas para classificar esse trabalho com um bom filme. É um filme feito para família, com inúmeros elementos fantasiosos mas que não conseguem criar um certo sentido dentro do atrapalhado roteiro. Talvez falte um pouco de coragem para tornar essa história um pouco mais real, ficando apenas a analogia na dificuldade entre pais e filhos como uma espécie de respiro do mundo real.  


Esse filme foi feito na Austrália, mas poderia ser feito em qualquer outro lugar do mundo. É o tipo de história simples e repleta de clichês, onde o espectador sabe desde o início como vai terminar a fábula. Os coadjuvantes são mal aproveitados, brilham raramente em alguns segundos, como alguns diálogos e situações com o avô do protagonista (interpretado pelo veterano ator australianoTerry Norris). Muito pouco para um filme que foi selecionado para Berlim este ano. 

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