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Crítica do filme: 'Entourage: Fama e Amizade'



A consciência tranquila ri-se das mentiras da fama. Dirigido pelo norte-americano Doug Ellin, Entourage: Fama e Amizade nada mais é do que mais um episódio do seriado de sucesso homônimo que teve longos anos na televisão norte-americana. Sem nenhum tipo de introdução sobre as origens dos personagens, roteiro escrito como se fosse um capítulo especial de ‘season finale’,  o aguardado longa-metragem é praticamente uma homenagem aos milhares de fãs da série, somente isso. Quem nunca viu o projeto feito para a Tv pouco vai entender e pode até achar sonolentas e bobinhas as histórias de fama e confusões dos quatro personagens principais dessa história.

Na trama, que praticamente começa um tempo depois de onde se encerrou o seriado, voltamos a acompanhar as aventuras e confusões de Vinny (Adrian Grenier), um conhecido astro mundial de filmes e de seus três braço direitos: Eric (Kevin Connolly), Turtle (Jerry Ferrara) e o impagável Johnny Drama (Kevin Dillon). Ao lado também do cômico Ari Gold (melhor papel da vida de Jeremy Piven, sempre com atuações inspiradas nos episódios da série), o filme se monta em cima de uma nova virada na vida de Vinny que dessa vez resolveu estrelar e também dirigir um longa-metragem e para isso vai precisar de toda a ajuda de seu staff. 

O maior pecado desta produção, que teve um orçamento na casa dos 30 milhões de dólares, é não preencher as lacunas completas para qualquer pessoa que nunca ouviu falar de Vinny e companhia entender quem são os personagens. O roteiro vai direto ao ponto das farras, luxo, confusões e deixa de se tornar mais interessante, principalmente nas subtramas dos outros três personagens que compõe o grupo de personagens principais. O drama de Eric por exemplo é contado de maneira bem rasa, a historinha de amor entre Turtle e Ronda Rousey (sim, ela mesma) é extremamente forçada e acaba dando a entender que o filme pega carona no sucesso da campeã mundial do UFC. Mais forçado ainda somente o globo de ouro dado a Johnny Drama, um personagem que sempre dependeu dos outros para ter um certo brilho. 

Resumindo, e não prolongando, o projeto merecia mais. Num mundo de hoje onde os seriados tomaram conta de uma parte do tempo que antes era dedicado aos filmes pela população mundial, porque não fazer um bom filme baseado num seriado de sucesso? Somente homenagem aos fãs é muito pouco.

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