Crítica do filme: 'No Coração do Mar'

Após o eletrizante Rush: No Limite da Emoção, o cineasta vencedor do Oscar Ron Howard volta aos longas-metragens dessa vez para contar ao público uma história complementar a do clássico Moby Dick.  No Coração do Mar conta as verdades não ditas sobre um grupo de marinheiros que enfrentaram um dos maiores animais do planeta no meio de um dos oceanos, a milhas e milhas longe da terra. Com um orçamento que beirou os 50 milhões de dólares, o filme possui efeitos especiais maravilhosos, ótima edição, trilha sonora eficaz, além de uma forte e sólida trama que prende o espectador a todo instante. Um destaque na atuação vai para o experiente Brendan Gleeson que emociona bastante com seu sofrido personagem.

O filme, ambientado no ano de 1820, mostra, primeiro, os preparativos de um barco baleeiro chamado Essex que parte da Nova Inglaterra rumo aos famosos óleos de baleia, atividade bastante lucrativa nessa década. Toda a história é contada por Tom Nickerson (Brendan Gleeson), um dos poucos que sobreviveram a aventuram à Herman Melville (Ben Whishaw). No comando, George Pollard (Benjamin Walker) um capitão de navio que tem mais nome do que experiência; como primeiro imediato Owen Chase (Chris Hemsworth) um experiente em caçada de baleias que possui todo o respeito da tripulação. Ao longo de meses, a tripulação busca o maior número de óleo de baleia. Até que um dia, são atacados por uma gigantesca criatura marítima e agora precisarão lutar pela sobrevivência.

Os três arcos do filme são muito bem definidos e possuem a profundidade certa para entendermos a história e características mais marcantes dos personagens. No primeiro momento, rapidamente e com um recheio (que não chega a incomodar) de clichês, vemos a partida para a expedição onde já de cara é escancarado que teremos problema de relacionamento na linha de comando. No segundo ato, contém a ação mais específica e foca com detalhes na ganância do homem e os reflexos disso ao enfrentar uma força da natureza. Já no arco final, e talvez o mais surpreendente, é a luta pela sobrevivência e a necessidade de se fazer tudo para sobreviver.


Inspirado no conto dramático de Nathaniel Philbrick, que inspirou o famoso Moby Dick, o filme estreou no último dia 03 nos cinemas brasileiros e promete agradar bastante ao público. Conhecendo ou não a história de ‘Moby Dick’, não deixe de assistir a esse bom blockbuster.

Comentários

  1. Muito bom eu não posso negar. Em suma, "In the heart of the se " é um espetáculo visual muito interessante que recebe cenas específicas com força suficiente. Além disso, o filme também adiciona duas reflexões interessantes: em primeiro lugar, com Melville como eixo sobre o ato de escrever, sobre o medo de nossa própria incapacidade ea luta interna entre revelando e inventar, entre a transmissão da verdade e da captura da essência; ea segunda, sobre os interesses comerciais eternas e a tirania do dinheiro.

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