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Crítica do filme: 'A Travessia'

Você não pode mentir no palco, o público sempre saberá o que há em seu coração. Contando uma história real que ocorreu nos Estados Unidos na década de 70 e dirigido pelo craque Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro), A Travessia tem um ritmo eletrizante e uma trilha sonora ótima, empolgante, que lembra certos filmes de ação dos anos 90. No papel principal, Joseph Gordon-Levitt (A Origem), dá vida a um personagem que transborda carisma, interpretado por esse que é um dos melhores atores de Hollywood nos dias atuais.

Na trama, ambientada na década de 70, conhecemos o showmen francês Philippe Petit (Joseph Gordon-Levitt) um jovem sonhador, expulso de casa pelo seu pai autoritário, que resolve bolar um plano improvável de realizar uma travessia ilegal por meio de um cabo de aço entre as famosas torres do World Trade Center, em Nova York. Para tal, reúne um grupo de amigos, franceses e norte-americanos que embarcam na loucura do projeto. Pensando em não falhar, resolve também pedir a ajuda ao experiente equilibrista Papa Rudy (Ben Kingsley).

Desfilando com elegância seu francês com sotaque da terra do Tio Sam, Joseph Gordon-Levitt se entrega bastante ao papel. O ato de sonhar é filmado em cada sequência dando uma suavidade próxima a realidade do protagonista. Por mais que muitas características da formação inicial de Petit tenham sido ‘esquecidas’ pelo filme, a partir da obsessão dele em desfilar sua arte pelas torres gêmeas acontece uma marcante sintonia entre o personagem e o público.


A grande sequência do filme, já na corda entre as torres do World Trade Center é espetacular, tem o poder de prender a atenção do público de maneira impressionante. Zemeckis consegue sucesso em um filme que acaba batendo um pouco de frente com um documentário aclamado mundialmente chamado ‘Man on Wire’. Vejam os dois filmes, é um belo complemento! 

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