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Crítica do filme: 'Família Hollar'



Se você não é capaz de ser feliz com sua família, dificilmente será feliz com você mesmo. Dirigido pelo ator John Krasinski, em sua segunda direção de um longa metragem, Família Hollar conta uma breve fase das vidas de membros de uma família repleta de problemas emocionais. O roteiro, assinado por Jim Strouse, não consegue alcançar em grande profundidade a natureza das ações dos personagens tornando o filme um grande sonífero com apenas sendo um Oasis a grande atuação da atriz Margo Martindale.

Na trama, conhecemos John (John Krasinski), um homem de meia idade que mora na cidade grande que vive uma fase de desilusão profissional e incertezas em seu relacionamento com a namorada grávida Rebecca (Anna Kendrick). Certo dia, sua namorada recebe uma ligação dizendo que a mãe de John teve uma convulsão e imediatamente o protagonista embarca para a cidade do interior onde viveu grande parte da vida e terá que enfrentar seu passado ao lado do complexo irmão Ron (Sharlto Copley), do chorão e falido pai Don (Richard Jenkins) e viver os últimos momentos ao lado de seu carinhosa mãe Sally (Margo Martindale). 

A complexidade da família não é contada de maneira profunda e várias pontas ficam soltas na personalidade confusa de muitos personagens. Sem um pingo de carisma na maioria dos personagens, Família Hollar sofre por não conseguir mostrar a força que a história poderia ter. Todo muito na trama tenta combater uma espécie de depressão coletiva, um por causa da não aceitação do término do casamento, outro por não aceitar as dificuldades financeiras existentes, outro por ter incertezas sobre o futuro e sobre se realmente fez as escolhas certas na vida. A mãezona é o personagem que estabiliza as relações, as interseções vão se compondo aos poucos, assim conhecemos novamente o talento da atriz Margo Martindale que praticamente salva o filme de um desastre total.

É difícil saber se o filme irá estrear no Brasil, talvez vá direto para as locadoras. John Krasinski não consegue chegar ao ponto certo com seu irregular filme. Histórias como essa, ou situações dramáticas com o emocional de uma família, já vimos aos montes no mundo do cinema. Essa é só mais uma história que fala sobre família, nada mais.

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