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Crítica do filme: 'A Vilã'

Nessa vida, tem gente que tem apenas um destino aliado ao seu instinto. Pegue um liquidificador e misture Nikita com Oldboy, o resultado é A Vilã, essa ótima ação com cenas eletrizantes que estreia em breve no circuito nacional. Dos mesmos produtores do excelente Invasão Zumbi, o filme mostra a vida de uma assassina que desde cedo encontrou sua vocação em um mundo repleto de violência e frieza em busca de uma luz de esperança que nunca chega. O cineasta Byung-gil Jung, que também escreve o roteiro, tem muitos méritos nessa pequena obra prima que promete agradar aos cinéfilos.


Na trama, conhecemos Sook-hee (Ok-bin Kim) uma mulher repleta de habilidades que desde sempre foi treinada para ser uma espécie de assassina de organizações secretas. Após uma invasão, logo no início do filme (de tirar o fôlego e com lembranças daquela cena do machado de Oldboy) acaba sendo selecionada para um grupo misterioso comandado por uma chefe rígida e com várias cartas na manga. Ela faz um acordo de prestar serviços durante alguns anos e quando tenta levar sua vida de maneira normal após esse prazo, acaba sendo surpreendida pela entrada de elementos de seu passado que faz com que a protagonista entre numa jornada de vingança repleta de sangue e violência.


O roteiro não chega a ser complicado mas confunde um pouco o espectador em suas linhas de tempo. É preciso muita atenção aos detalhes pois pistas sobre o passado de Sook-hee são deixadas pelo caminho. Somos testemunhas das transformações da personagem principal que ganha contornos emocionais fortes e maternos com o nascimento de sua filha. Após anos de treinamento, se tornando uma ótima atriz como disfarce, encontra um porto seguro quando ganha sua ‘liberdade’ mesmo sendo observada de perto pela organização que a recrutou. Pitadas de suspense sobre o passado dá protagonista vão ganhando força no terceiro ato em diante, culminando em uma explosão de ações e reações onde prevalece o instinto guerreiro da assassina.


As cenas de ação são de tirar o fôlego, sequências fenomenais com movimentos de câmeras espetaculares. Não sentimos dentro da história a todo instante, percepção parecida com a de se jogar um vídeo game de última geração. Méritos de Byung-gil Jung que com certeza cairá nas graças dos cinéfilos. A Coreia do Sul a cada ano que passa vem premiando os cinéfilos de todo o mundo com obras interessantes, um cinema que dá gosto de ver. Esperamos que cada vez mais cheguem através das distribuidoras nacionais mais títulos desse país cheios de talentos.


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