Dirigido pelo excelente diretor australiano Craig Gillespie (do inesquecível A Garota Ideal) , Eu, Tonya é antes de tudo um filme sobre as oportunidades perdidas, oriundo de uma formação familiar desproporcional, onde a personalidade e a inocência imatura andam lado a lado nas conseqüências da vida. Baseado em fatos reais, um verdadeiro escândalo com grande atenção da mídia, o projeto, cotado para alguma indicação no próximo Oscar, conta com uma inspirada interpretação de Margot Robbie e Allison Janney, onde são guiadas por um dos melhores roteiros dessa primeira metade do ano assinado por Steven Rogers (P.S. Eu Te Amo).

Na trama, conhecemos por meio de relatos, um recorte importante na vida da patinadora artística norte americana da década de 90, Tonya Harding (Margot Robbie). Desde a sua infância complicada, sendo educada por uma mãe (Allison Janney) desequilibrada e cheia de regras, até seu auge na profissão que escolheu, executando um salto nunca realizado por uma patinadora norte americana em campeonatos. Mas nem tudo eram flores na vida de Tonya, casada com um marido violento e totalmente instável, interpretado pelo ótimo Sebastian Stan, acaba se envolvendo em uma história de agressão a outra patinadora perto da seletiva para as olimpíadas de inverno.

A composição dos personagens é algo que chama a atenção. O roteiro dividido em arcos bem definidos, enchem o público de argumentos para o clímax. Tem uma pegada meio irmãos coen, meio Fargo, preza pela originalidade na entrega de sua narrativa. Tudo gira ao redor da protagonista mas as lacunas são preenchidas com louvor pelos ótimos coadjuvantes.


Tonya é o reverso da Apollo 13, nesse caso do triunfo ao desastre. A narrativa adotada por Gillespie é eficaz, apresenta os personagens de maneira inteligente reunindo características no campo da emoção que são importantes para entendermos o clímax da história. Em uma espécie de documentário baseado em relatos, a ficção toma conta das lentes de Gillespie de maneira harmônica, ao longo de 120 minutos são apresentados os argumentos para o público julgar quem de fato foi Tonya: vilã ou vítima de uma história que mexeu com as estruturas do programa norte americana de patinação artística.

Crítica do filme: 'Eu, Tonya'

Dirigido pelo excelente diretor australiano Craig Gillespie (do inesquecível A Garota Ideal) , Eu, Tonya é antes de tudo um filme sobre as oportunidades perdidas, oriundo de uma formação familiar desproporcional, onde a personalidade e a inocência imatura andam lado a lado nas conseqüências da vida. Baseado em fatos reais, um verdadeiro escândalo com grande atenção da mídia, o projeto, cotado para alguma indicação no próximo Oscar, conta com uma inspirada interpretação de Margot Robbie e Allison Janney, onde são guiadas por um dos melhores roteiros dessa primeira metade do ano assinado por Steven Rogers (P.S. Eu Te Amo).

Na trama, conhecemos por meio de relatos, um recorte importante na vida da patinadora artística norte americana da década de 90, Tonya Harding (Margot Robbie). Desde a sua infância complicada, sendo educada por uma mãe (Allison Janney) desequilibrada e cheia de regras, até seu auge na profissão que escolheu, executando um salto nunca realizado por uma patinadora norte americana em campeonatos. Mas nem tudo eram flores na vida de Tonya, casada com um marido violento e totalmente instável, interpretado pelo ótimo Sebastian Stan, acaba se envolvendo em uma história de agressão a outra patinadora perto da seletiva para as olimpíadas de inverno.

A composição dos personagens é algo que chama a atenção. O roteiro dividido em arcos bem definidos, enchem o público de argumentos para o clímax. Tem uma pegada meio irmãos coen, meio Fargo, preza pela originalidade na entrega de sua narrativa. Tudo gira ao redor da protagonista mas as lacunas são preenchidas com louvor pelos ótimos coadjuvantes.


Tonya é o reverso da Apollo 13, nesse caso do triunfo ao desastre. A narrativa adotada por Gillespie é eficaz, apresenta os personagens de maneira inteligente reunindo características no campo da emoção que são importantes para entendermos o clímax da história. Em uma espécie de documentário baseado em relatos, a ficção toma conta das lentes de Gillespie de maneira harmônica, ao longo de 120 minutos são apresentados os argumentos para o público julgar quem de fato foi Tonya: vilã ou vítima de uma história que mexeu com as estruturas do programa norte americana de patinação artística.

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