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Mostrando postagens de julho, 2018

Crítica do filme: 'Canola'

Os dias frios quando a tristeza não é passageira. Chega da Coréia do Sul um dos mais delicados filmes feitos no oriente dos últimos anos. Canola é um desabrochar da solidão, causada pela perda de um convívio profundo, uma relação de amor e carinho entre uma avó e sua neta. Dirigido pelo cineasta Hong-Seung Yoon , o projeto é mais um daqueles filmes que nunca viram as telonas brasileiras. Na trama, conhecemos uma carismática vovó (interpretada brilhantemente pela atriz Yuh Jung Youn ) que vive seus dias de inverno frio ao lado de sua neta pequena em um pequeno vilarejo no interior da Coréia do Sul. Durante um passeio a uma feira, a netinha se perde da vovó, deixando essa última com uma profunda tristeza. Após mais de uma década, uma jovem reaparece dizendo ser a neta perdida da vovó. Assim, como se voltassem no tempo, as duas vão tendo uma relação de afeto e esperança. Os arcos bem definidos, fato comum em filmes orientais, são preponderantes para o sucesso da trama. Existe...

Crítica do filme: 'Mamma Mia: Lá Vamos Nós De Novo!'

Após dez anos de espera, chega aos cinemas brasileiros nessa próxima semana (02 de agosto) a continuação da franquia Mamma Mia, Mamma Mia: Lá Vamos Nós De Novo! . O primeiro filme foi um grande sucesso, arrecadando mais de 600 milhões de dólares pelo mundo. Nessa continuação, entendemos melhor os personagens que brilharam na tela no primeiro filme e como eles estão reagindo à perda de Donna ( Meryl Streep ). Com vários pocket shows, com destaque para a musa de décadas passadas Cher, debutando na franquia como a mãe de Donna, o projeto promete ser mais um campeão de bilheteria nesse ano com poucos musicais na telona. Na trama, acompanhamos Sophie ( Amanda Seyfried ), filha de Donna ( Meryl Streep ) e o início dos preparativos para uma festa em homenagem a mãe que falecera faz um ano. Conforme vão passando os dias, e exatamente no lugar onde a mãe passou os melhores anos de sua vida, Sophie busca em suas memórias relembrar os momentos passados de sua mãe, sempre com a ajuda dos...

Crítica do filme: 'Tully'

As dificuldades da maternidade. Nos dias de hoje, ter tempo para nossas vidas passou a ser algo bastante valioso. Imagina para uma mãe de dois filhos e um terceiro vindo em seguida. Com direção do premiado cineasta Jason Reitman ( Amor sem Escalas ) e um roteiro escrito pela elogiada roteirista Diablo Cody ( Juno ), Tully , lançado no circuito brasileiro de exibição, semanas atrás, com poucas cópias, é um retrato de muitas casas não só nos Estados Unidos mas em vários lugares do planeta. No papel principal, a ganhadora do Oscar Charlize Theron – que teve a missão de engordar cerca de 20 quilos para o papel – mas uma vez mostra o porquê é uma das atrizes mais vitoriosas de sua geração. Ao longo de um pouco mais de 90 minutos de projeção, acompanhamos a história de Marlo ( Charlize Theron ), uma mulher na casa dos 40 anos que tem dois filhos pequenos e um terceiro chegando em breve. Totalmente consumida pela dedicação na educação e paciência com seus filhos, esqueceu de buscar...

15 grandes filmes sobre família

Você já deve ter escutado a frase: 'Família é a base de tudo'. Mesmo o relacionamento sendo conturbado muitas vezes, nossos parentes são, teoricamente, os nossos alicerces em momentos de dor e incertezas. O mundo do cinema, ano após ano, projeta na telona excelentes filmes que abordam de várias óticas o relacionamento familiar, seja um contexto geral de toda a família, seja um retrato de pais e filhos, seja um casamento com ambos pontos de vista. Pensando nisso, e tentando fugir o máximo do óbvio, buscamos filmes que exemplificam todo esse contexto. Tirando um ou outro, é provável que você não conheça todos esses, mas vale muito a pena procurarem. Other People (2016) (EUA) – de Chris Kelly Não precisamos ser perfeitos o tempo todo para que nossas famílias nos amem. Debutante em longas metragens, o cineasta Chris Kelly , dirige e assina o roteiro deste belíssimo filme que explora com muita simpatia assuntos tabus de uma família de classe média norte americana. ...

Crítica do filme: 'Overboard' (2018)

Remake de um homônimo conhecido filme de comédia do final dos anos 80 – com Goldie Hawn, Kurt Russell e dirigido por Garry Marshall – Overboard (2018) busca atrair o público com algumas similaridades com o original, invertendo os gêneros nos papéis de rico que vira pobre. Dessa vez, com o comando do cineasta Rob Greenberg , em seu primeiro longa-metragem para cinema após anos escrevendo roteiros, o projeto conta com Anna Faris e Eugenio Derbez nos papéis principais. Em suma, uma filme feito para rir, busca uma certa nostalgia de décadas passadas mas com bastante limitações quando entram nos arcos dramáticos. Na trama, conhecemos a esforçada Kate ( Anna Faris ), uma mãe solteira com três filhas para criar que sonha em terminar seu curso de enfermagem. Entre um bico e outro, acaba indo prestar um serviço no iate do megamilionário Leonardo ( Eugenio Derbez ), com quem logo se estranha e é bastante mal tratada. Alguns dias após esse choque, Anna descobre via matéria de televisã...

Crítica do filme: 'Egon Schiele'

Será que o amor verdadeiro não liga para as imperfeições quando não somos brilhantes? Escrito e dirigido pelo cineasta austríaco Dieter Berner, Egon Schiele caminha sobre paixões, boemias, ciúmes, tudo isso tendo um forte protagonista, um artista e suas artes, vivendo com intensidade em uma época cheia de preconceitos. Em uma época em que comprensas com vinagre curavam febres, com ricos detalhes do diretor, percorremos a parte mais criativa da curta vida do famoso artista que dá nome ao título. Na trama, conhecemos o jovem Egon Schiele (Noah Saavedra), um artista de uma região europeia que vive como um indomável em busca de escancarar ao mundo as verdades que enxerga em sua mente. Ambientado em Viena nos primórdios do século XX, navegamos em subtramas que explicam a relação de Egon com o mundo ao seu redor. Seu grande amor Wally (Valerie Pachner), praticamente imortalizada em uma de suas obras mais famosas e sua relação com Gerti (Maresi Riegner), sua irmã ciumenta e que se apaixon...

Crítica do filme: 'Rampage: Destruição Total'

Baseado em um jogo de videogame homônimo lançado na década de 80, Rampage: Destruição Total é aquele mais emblemático tipo de filme hollywoodiano, onde se abusa dos clichês, das cenas megagigantescas com efeitos de última geração, onde a história se perde em meio a esse caos cinematográfico. O cineasta canadense Brad Peyton , acostumado a dirigir The Rock nos cinemas, foi também o diretor responsável Terremoto: A Falha de San Andreas e Viagem 2: A Ilha Misteriosa, filmes que falam sobre destruições em massa e onde o herói sempre consegue seus dias de glória. Na trama, conhecemos o especialista em primatas Davis Okoye ( Dwayne Johnson, o The Rock ), um funcionário dedicado de um centro de controle de animais que possui uma relação muito próxima dos animais dos quais é responsável, principalmente de um gorila albino chamado George que sabe se comunicar pela linguagem dos sinais. Certo dia, após um experimento caótico no espaço deixar cair amostras na terra de uma substância qu...

Crítica do filme: 'Uma Quase Dupla'

Risos com aproximação de gerações. Depois de Bruna Surfistinha (2011) e Os Homens São de Marte... E é pra Lá que Eu Vou! (2014) , o diretor Marcus Baldini volta as telonas, dessa vez para dirigir a mais destacada estrela da comédia televisiva, Tatá Werneck , e um dos principais galãs da Tv, Cauã Raymond , em uma comédia que lembra muito os filmes do comediante canadense Leslie Nielsen. A honestidade do roteiro, sem querer ser nada além do que um bom entretenimento, escrito por Leandro Muniz é necessária para entendermos a mistura de pastelão com suspense e ação que o filme navega ao longo dos quase 100 minutos de projeção. É um projeto, mais um, feito para rir. Funciona em alguns momentos, outros entra no conhecido exagero que enxergamos em outras produções, anos após ano. Na trama, conhecemos a policial Keyla ( Tatá Werneck ) que chega do Rio de Janeiro para a cidade de Joinlândia para ajudar a resolver um caso de assassinato, nessa, que até esse momento era uma região pa...

Crítica do filme: 'Mary Shelley'

A solidão e as emoções do homem/criatura. Cinco anos após seu último filme - e que belo filme - O Sonho de Wadjda , a cineasta Haifaa Al-Mansour, a primeira saudita a filmar em Hollywood, volta as telonas agora com o desafio de recriar o contexto histórico e um importante período da vida de uma das grandes escritora britânica da história, a criada do clássico Frankenstein, Mary Shelley. O longa, é um retrato histórico de um tempo distante, onde assistimos, cena pós cena, a trajetória de uma mulher à frente de seu tempo. No papel principal, a jovem Elle Fanning que consegue absorver e transmitir toda delicadeza e certezas da protagonista. Na trama, conhecemos a jovem Mary Wollstonecraft Godwin (Elle Fanning), filha do reconhecido William Godwin (Stephen Dillane) que vive nos tempos passados, em uma sociedade conservadora, o que mexe muito com a personalidade de Mary, bastante evoluída para sua época. Sua vida entra em constante mudança quando conhece o também jovem poeta Percy S...

Crítica do filme: 'Desobediência'

O luto e o amor. Depois de excelentes e elogiados trabalhos nos inesquecíveis, Gloria e Uma Mulher Fantástica , o cineasta chileno Sebastián Lelio enfim chegou ao epicentro das produções mundiais com delicado e interessante projeto Desobediência. Baseado no livro homônimo, de Naomi Alderman, o filme gira em torno de algumas situações que ligam a morte ao amor. Nos papéis principais, as duas melhores Rachels do cinema atualmente, McAdams e Weisz, essa última também assina a produção do longa. Na trama, conhecemos a fotógrafa Ronit (Rachel Weisz), uma mulher de meia idade, bem sucedida que mora em nova Iorque. Ronit é de família judia, e brigou com sua comunidade tempos atrás. Quando retorna para casa, após um telefonema avisando sobre a morte do pai, acaba reencontrando a melhor amiga de adolescência, Esti (Rachel McAdams) que está casada com Dovid (Alessandro Nivola). A questão é que Esti e Ronit já viveram uma história de amor no passado e com a volta da fotógrafa, as memória...

Crítica do filme: 'Canastra Suja'

Quando em momentos de conflito não existe nem um alma estranha para aconselhar. Escrito e dirigido por Caio Sóh, Canastra Suja é um drama, um retrato nu e cru de uma família recheada de problemas, onde muitos se blindam na dependência alcoólica do pai, Batista, interpretado pelo ótimo Marco Ricca. Impressiona a capacidade do roteiro em prender o espectador. Talvez pelos ‘plot twist’ existentes, talvez pela curiosidade do olhar do público em saber qual o final de cada personagem. É um filme sobre família, seus problemas, seu cotidiano. Cada personagem é uma peça nesse tabuleiro. A eminência da tragédia é algo que percorre todos os intensos 120 minutos de projeção. Batista (Marco Ricca) e Maria (Adriana Esteves) são casados e são pais de três filhos: Emília (Bianca Bin), Ritinha (Cacá Ottoni) e Pedro (Pedro Nercessian). Eles levam uma vida de aparências, regados de problemas do cotidiano, muito por conta do fato de Batista ser um alcoólatra. Sem confiança de ninguém de sua famíli...