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Crítica do filme: 'Dumbo'


A amizade está contida em qualquer lugar onde tenha boas almas que busquem o sonhar. Baseado no livro de Helen Aberson, que foi imortalizado pelo famoso desenho de décadas atrás que conquistou plateias de todo o mundo, Dumbo, agora dirigido pelo genial Tim Burton, consegue manter a mesma atmosfera emocionante adicionando um tom equilibrado entre as alegrias e a tristeza que o pequeno elefantinho e seus amigos vivem ao longo de toda a aventura. Burton consegue novamente criar um filme empolgante e com mensagens tão lindas para todas as gerações.

Na trama, acompanhamos o retorno ao Circo, após a guerra, de Holt Farrier (Colin Farrell) onde vive com os filhos após o falecimento da esposa. O circo está passando por grandes dificuldades e Farrier acaba sendo designado para cuidar de um elefante recém-nascido com orelhas enormes. Sem saber direito como ajudar, junto com seus filhos, descobrem que o pequeno e carismático animal pode voar, se tornando em pouco tempo uma grande sensação do circo.

Um dos fatos inusitados desse belo trabalho é quem assina o roteiro, Ehren Kruger, conhecido pelos roteiros de O Chamado e outros filmes e seriados do universo do terror/suspense. Todas as linhas de suas escritas viram mágica nas mãos do inspirado Burton. Os atores também conseguem cumprir, cada um à sua maneira, para que a história mantenha um ótimo ritmo, indo e voltando em temas importantes como o maus tratos aos animais, a ganância, a amizade, a força da família e muitos outros.  

Com um orçamento de 180 milhões de dólares, Dumbo foi um sensação nos cinemas de todo o mundo e deve ficar pra sempre na memória dos que já o conheciam e dos que foram ao cinema conhecê-lo.

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