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Crítica do filme: 'Espírito Jovem'


Sonhos só são realizados quando corremos atrás. Com uma passagem meteórica pelo circuito exibidor brasileiro desse ano, Espírito Jovem, filme de estreia na direção do ator Max Minghella (filho do ganhador do Oscar Anthony Minghella), é uma jornada rumo a novas oportunidades através do sonho de uma jovem descendente de poloneses que vive em uma pequena ilha britânica. Muito parecido com alguns filmes que falam sobre o tema do estrelato/mudança radical de vida, Teen Spirit, no original, consegue avançar nas profundidades que todo o contexto pessoal e emocional da protagonista. É um filme bastante objetivo, com apenas 90 minutos de projeção.

Na trama conhecemos a tímida e introvertida Violet (Elle Fanning), uma jovem que vive seus dias ajudando a mãe nas finanças da casa e possui um sonho quase secreto em se tornar uma cantora profissional. Certo dia, vê um anúncio sobre uma seleção a um famoso programa que encontra talentos musicais pela Inglaterra. Destemida e vendo que essa pode ser sua última chance de conseguir viver do que ama, Violet, por ações do destino, encontra um mentor, o ex-tenor Vlad (Zlatko Buric) que a orienta e a encoraja a acreditar em seu maior sonho.

O roteiro, também assinado por Minghella, usa recortes do dia a dia da protagonista para contextualizar seus sofrimentos, suas angústias, sua solidão evidente, fatos que refletem nas letras de músicas que compõe. O leque de artistas é ótimo, com destaque para a participação especial da excelente atriz polonesa Agnieszka Grochowska, além da boa atuação de Elle Fanning no papel de Violet.

Espírito Livre saiu dos cinemas rapidamente e poucos tiveram a chances de conferir o filme, mas em breve já deve estar em plataformas de streaming. É um projeto sem muita ambição e que marca com pé direito de Max Minghella na função que consagrou seu pai.

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