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Crítica do filme: 'A Espiã Vermelha'


A vida é uma caixinha de surpresas. Dirigido pelo cineasta britânico Trevor Nunn (Noite de Reis), A Espiã Vermelha é uma história de idas e voltas, repleta de paixões e principalmente escolhas. Com a grande atriz Judi Dench no papel da protagonista mais velha, o filme cresce nas poucas cenas em que aparece mas o grande ping pong de informações, as entrelinhas de espionagem não funcionam de modo objetivo confundindo muito o tempo todo. De qualquer forma, quem curte filmes de espionagem pode ser que achem mais pontos positivos.

Na trama, conhecemos a senhora Joan Stanley (Judi Dench), de cerca de 80 anos, que é formada em física pela faculdade de Cambridge e acaba sendo presa inesperadamente no meio de uma tarde acusada de ser convocada pelos comunistas de Stalin para ser uma espiã. O filme vai e volta em sua linha temporal tentando explicar os porquês e as escolhas de Joan ao longo do tempo.

O roteiro, assinado por Lindsay Shapero baseado no livro Jennie Rooney, é bastante confuso (o livro é bem melhor e você encontra pelas livrarias brasileiras se interessar). As escolhas provocadas pelas emoções e principalmente pelos amorosos casos que teve se tornam um grande enigma até a hora que o filme desabrocha e começa uma nova visão sobre os fatos. Se nos apegarmos à ótica das surpresas que o filho de Joan, e seu advogado, transparece com as revelações de sua mãe, algumas premissas do filme se tornam mais aceitáveis e compreensíveis.

Fazendo um pequeno mas importante sucesso no circuito brasileiro, muito por conta de nesse filme estar uma das atrozes veteranas mais fantásticas do cinema, A Espiã Vermelha deve ser encontrado em breve nas plataformas de streaming e canais de tv.

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