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Crítica do filme: 'Um Amor Inesperado'


Nem sempre a felicidade reina no paraíso. Debutando como diretor de longas metragens, o produtor e cineasta argentino Juan Vera traz para a telona uma história focada na desconstrução de um relacionamento de longa data e todas as consequências oriundas dessa escolha. Exibido no Festival do Rio de Cinema do ano passado, Um Amor Inesperado conta com uma dupla de protagonistas interpretados pela excelente atriz Mercedes Morán e o galã e genial ator argentino Ricardo Darín. O filme se torna uma ótima experiência quando conseguimos enxergar e pensar sobre as profundidades dos longos diálogos que conferimos ao longo das mais de duas horas de filme.

Na trama, conhecemos o casal Marcos (Ricardo Darín) e Ana (Mercedes Morán), marido e mulher que estão juntos a mais de duas décadas e passaram todos esses anos com mais acertos do que erros, principalmente com o foco voltado para a educação de seu filho que agora foi para uma universidade na Espanha. Com essa partida, as coisas mudam e pensamentos antes adormecidos voltam à tona e o casal resolve se separar amigavelmente. Os anos passam e vamos acompanhando as aventuras de pós divorciados dos dois ex-pombinhos.

O roteiro é muito bem escrito, opta por diálogos prolongados onde filosofia e a vivência do casal são misturados com papos de um cotidiano sonhador, uma espécie de essência libertária que acaba sendo invocada na partida do filho. Assim, os momentos de transformações ocorrem dentro de um universo jamais caminhado, o seguro é substituído pelo amadurecimento da arte do viver sozinho. Os protagonistas dão um show de carisma e entrosamento, parecem até mesmo um ex-casal de verdade.    
Darín é um nome muito conhecido no Brasil e um grande vendedor de bilhetes de cinema em nosso país. Mas devemos destacar também a atriz Mercedes Morán, que estrela outros dois filmes argentinos com passagem nos cinemas brasileiros: Sonho Florianópolis (2018) e O Anjo (2018).

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