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Crítica do filme: 'King of Thieves'


O prazer de viver a vida às vezes encosta em caminhos de outros destinos nada satisfatórios. Dirigido pelo cineasta britânico James Marsh (A Teoria de Tudo), King of Thieves, ainda sem data de estreia nos cinemas brasileiros é mais um daqueles filmes sobre roubos de banco mirabolantes, dessa vez, baseado em fatos reais e com um roteiro assinado por Joe Penhall (criador do elogiado seriado Mindhunters) que usa de apoio um artigo de revista do jornalista Mark Seal. Não há dúvidas de que é uma história que merecia virar filme, velhinhos criminosos realizam um dos maiores roubos da história da Inglaterra, porém, com um ritmo descontrolado e sem muita empatia do personagens o projeto vira um grande e sonolento filme de quase das horas.

Na trama, conhecemos um grupo de velhinhos que planejam roubar joias de um conhecido lugar no centro de Londres. O líder do grupo, Brian Reader (Michael Caine), é procurado por um jovem que mexe com eletrônica, o único com menos de 50 anos no grupo, aqui chamado de Basil (Charlie Cox) para realizar esse roubo que consiste em acessar o poço de um elevador e conseguir pegar dezenas de milhões de libras.   

O mundo dos filmes é que nem um time de futebol, mesmo tendo em craques em cena não quer dizer que um filme seja bom. Michael Caine, Michael Gambon, Jim Broadbent, Ray Winstone, Tom Courtenay, fazem parte do elenco de King of Thieves, atores lendárias tanto no cinema e alguns no teatro europeu. Possui alguns bons diálogos onde percebemos até um certo improviso, mas seus personagens acabam sendo resumidos em esquetes fora de tom com a trama, transformando o roteiro em uma grande salada mista confusa, com um ritmo com pé no acelerador e sem força de sustentação. Acabamos saindo da sessão desse filme com o sentimento de mais do mesmo. Uma pena.  

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