Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Resgate'


Nenhum soldado fica pra trás na mente do guerreiro. Escrito por Joe Russo (diretor dos últimos dois filmes da vitoriosa franquia Os Vingadores, ao lado de seu irmão Anthony) e com direção de Sam Hargrave, debutando em longas-metragens, Resgate, novo filme de ação e explosão da toda poderosa (nos tempos de pandemia ainda mais) Netflix é uma grande seleção de clichês em meio a bombas e cenas de ação bem executadas. O fraco roteiro de Russo, transforma o filme em uma caçada sem fim, seco e com ritmo destrutivo. Parece muito os filmes de barulho e explosão do Michael Bay. Tudo é tão repetitivo que dá um grande sono chegar até o fim prestando a atenção ao que acontece, pois, já sabemos intuitivamente. Filme bom mesmo com o mesmo tema, ‘extraction’, é Prova de Vida com o Russell Crowe.

Na trama, conhecemos um jovem, filho de um líder do submundo indiano que um dia é sequestrado por um rival de seu pai. Buscando uma solução, a família do garoto parte para contratar uma equipe especializada nesse tipo de assunto e assim chega ao nome de Tyler (Chris Hemsworth), um homem com um passado triste que beira a inconsequência nos seus atos. Chegando até o local onde o jovem está, começa uma explosiva busca para encontrarem o caminho de casa.

Típico dos pipocões que chegam às salas de cinema, falta muita profundidade no roteiro para entendermos melhor os personagens, o que fica como parâmetro, por incrível que pareça e viajar na onda do clichê, é, imaginar analogias com outros sofridos heróis imortais. Tyler não tem direção, não tem destino, é um soldado pronto para a guerra mas de repente tentamos entende-lo quando sabemos algumas informações de seus traumas do passado, por isso a importância de uma certa profundidade. As subtramas do roteiro são esquecidas, do outro ‘herói’ que trabalha par aa família do menino sequestrado, ou mesmo de um aproveitamento melhor de David Harbour (estrela da Netflix em Stranger Things).

E não custa nada, produtores e produções, tentarem fazer de Tyler uma espécie de herói de guerra, como Rambo ou qualquer personagem assim, e realizarem inúmeras continuações para suas aventuras. Até certo ponto há uma carência nesse tipo de filme para essa nova ‘geração vingadores’. Mas por favor, caso isso ocorre, que não vire somente um bang bang em alguma cidade com problemas, que tenha mais profundidade no completo da trama.

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...