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Crítica do filme: 'Greyhound'


Como faz falta uma sala de cinema! Com um orçamento de cerca de 50 milhões de dólares, com roteiro escrito pelo próprio Tom Hanks baseado no livro The Good Shepherd, de C.S. Forester, Greyhound, nova estrela no catálogo da Apple Tv é um filme de guerra sem muitas pausas para absorvermos os inúmeros termos náuticos de combate em meio a um oceano atlântico que lembra o bom e velho batalha naval que jogávamos na infância. No papel principal, também Hanks com pitadas de um pouco mais do mesmo visto em outros filmes. Pena que esse filme não conseguiu chegar aos cinemas, pelo menos ainda não, pois as cenas muito bem conduzidas e o som principal deixariam o espectador com uma interação mais profunda com tudo que acontece na tela aos longos dos menos de 100 minutos de projeção.

Na trama, dirigida pelo cineasta Aaron Schneider, conhecemos o capitão da marinha norte-americana Ernest Krause (Tom Hanks) que tem uma missão muito complicada, na fase inicial da Segunda Guerra Mundial, liderar diversas embarcações de mais de três dúzias de navios norte-americanos e britânicos a cruzar o enorme Oceano Atlântico e protege-los dos ataques perigosos dos enormes submarinos nazistas. Ao longo de todo o filme, vamos vendo toda a angústia e pressão na cabine de comando.

Um dos méritos do filme é conseguir criar o clima de tensão, principalmente pelo comandante interpretado por Hanks, a cabine onde acontecem as maiores situações de perigo e decisões que influenciam todo o comboio é vista de perto pelo espectador graças à boa condução da direção dessas cenas por Schneider. A experiência com certeza foi pensada para ser exibida na tela enorme dos cinemas pelo mundo, muitas cenas com ótimas técnicas são vistas e passam tamanha realidade. Recheado de termos técnicos de combate em alto mar, o filme não deixa marca no coração cinéfilo mas não deixa de ser um competente trabalho.

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