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Crítica do filme: 'A Jornada'


A saudade é o que nos fazem viajar para fora do planeta e faz nosso tempo parar. Escrito e dirigido pela cineasta francesa Alice Winocour, A Jornada é um tocante recorte sobre a relação mães x filhos e todo o entorno, muito bem detalhado no projeto, das dinâmicas e complexas divisões entre os compromissos de trabalho e a saudade/atenção aos filhos. Destaque para a ótima atuação de Eva Green, no papel principal, nos emocionamos em muitos momentos com sua personagem, a forte, brilhante, corajosa e batalhadora astronauta Sarah Loreau.

Na trama, conhecemos a astronauta francesa Sarah Loreau (Eva Green) que consegue a chance que tanto queria: fará parte da equipe que viajará para a estação espacial (ao lado de um norte americano e um russo) para um dos últimos projetos antes da ida à Marte. Para tal, precisará ficar 1 ano no espaço e longe de sua filha única. O longa mostra assim os últimos dias de Sarah e os primeiros movimentos de saudade que ambas precisarão enfrentar por conta do compromisso profissional (e dos seus sonhos) da astronauta francesa.

Profundo e sensível, Proxima (no original) é uma extensa jornada na ótica da maternidade. Os desafios e obstáculos vividos por mulheres em busca do topo profissional, sem deixarem de serem dedicadas mães, contornam os backgrounds das situações que acompanhamos ao longo dos ótimos 107 minutos de projeção. A força feminina está em cada linha do ótimo roteiro e não deixa de ser bastante motivador para jovens mulheres que assistam a esse belo trabalho que conta com a já mencionada e destacada atuação de uma das melhores atrizes francesas de sua geração, Eva Green. Belo filme, vale a pena conferirem.

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