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Mostrando postagens de outubro, 2020

Crítica do filme: 'Shirley'

Originalidade não é algo que simplesmente se manifesta. Exibido nos prestigiados Festivais de Berlim, Sundance e Mostra de SP desse 2020 atípico, Shirley , entre outras questões, aborda o relacionamento matrimonial em duas óticas. Mesmo dentro de um compasso de uma história dentro de uma outra, o roteiro prioriza o ritmo, sem perder completamente o sentido em seus complexos arcos, pois, no final das contas, acaba sendo muito interpretativo. Dirigido pela cineasta norte-americana Josephine Decker e baseado no livro homônimo da escritora Susan Scarf Merrell , o longa-metragem conta com um elenco brilhante, destaque para mais uma atuação impressionante de Elisabeth Moss , uma das mais completas artistas da atualidade. Na trama, conhecemos a Indelicada, inconveniente, provocativa, excêntrica, adivinhadora de futuros, que sofre com conflitos internos, tem uma visão complicada do mundo, vive tragédias diárias em seu casamento, a escritora Shirley Jackson ( Elisabeth Moss ) que passa sua v...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #158 - Claudio Rosa

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de São Paulo. Claudio Rosa é um cinéfilo que entende que o cinema é necessário e que compartilha um pouco dessa paixão na página @intomycinema (no instagram), um dos fundadores do podcast e página @cine_gorlami (no Instagram). Sempre buscando aprender mais sobre essa maravilha que é História do cinema.     1) Na sua cidade, qual sua sala...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #157 - Matheus Pannebecker

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de Porto Alegre. Matheus Pannebecker é jornalista e crítico de cinema. Desde 2007, atualiza de forma ininterrupta o site Cinema e Argumento ( www.cinemaeargumento.com ), de autoria própria. Também é membro da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, pós-graduado em Influência Digital: Conteúdo e Estratégia e responsável pela comunicação d...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #156 - Wilton Novaes

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de Fortaleza. Wilton Novaes estuda cinema a cerca de 10 anos. Atualmente faz breves indicações e resenhas no Instagram (@falawilton_) e no Youtube. Ambas as mídias são voltadas para o cinema de gênero (Terror, Horror e Suspense), segmentos dessa arte no qual tem grande admiração.     1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #155 - Jô Laps

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nossa entrevistada de hoje é cinéfila, de Blumenau. Jô Laps tem 50 anos (mas mente de 27). Jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, por 20 anos trabalhou na editoria de cultura de dois importantes jornais catarinenses e hoje atua como freelancer. Sempre foi apaixonada por cinema e desde 2009 produz conteúdo para blogs sobre o tema. Sua terceira e atual aventura nesta á...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #154 - Queops Negronski

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de Recife. Queops Negronski , fã do horror e suas vertentes desde sempre. Discute tudo o que vê e lê com as vozes que lhe habitam a cabeça. Aos quinze anos fez seu primeiro curso de cinema. Entre várias outras coisas, foi cineclubista, participou de curtas-metragens, foi membro fundador do Toca o Terror (site pernambucano especializado especializado no g...

Crítica do filme: 'Pari'

A dúvida é o preço a se pagar quando não enxergamos novos caminhos. Até onde você iria para encontrar um filho desaparecido? Co-produção Grécia, França, Holanda e Bulgária, Pari, resumidamente é uma incursão sob sentimentos, perda, dúvidas, tristes situações acopladas, abaladas, por uma falsa sensação de sabedoria sobre o mundo. Escrito e dirigido pelo cineasta iraniano Siamak Etemadi , acompanhamos uma dolorosa busca incessante pelo paradeiro do filho da protagonista que acaba sendo testemunha de diversas transformações, lutas e situações de um submundo num país com costumes diferentes do dela. Destaque para a grande atuação da atriz alemã/iraniana Melika Foroutan . Na trama, acompanhamos a saga de Pari ( Melika Foroutan ), uma mulher iraniana de costumes rígidos que viaja com o marido Farrokh ( Shahbaz Noshir ) para a Grécia para se encontrar o filho. Chegando no destino, o filho não está lá para recebê-los, e assim, sem pistas nenhuma, com um inglês arranhado mas destemida, andand...

Crítica do filme: 'Mães de Verdade'

Mesmo não tendo luz nos meus olhos, vou te encontrar onde estiver. Um incrível e puro relato sobre mães e as escolhas que fazemos ao longo de nossas vidas, uma das maneiras de enxergarmos esse belíssimo trabalho de Naomi Kawase é dessa forma, mas só quem é mãe pode sentir toda a força desse filme. Asa ga Kuru , no original, é um poderoso e envolvente drama alinhado por uma perfeita harmonia de duas óticas, reunidas por um emblemático ponto de interseção. Há uma melancolia quase indecifrável, como se a emoção transbordasse buscando deixar tudo um pouco mais interpretativo para o espectador. A condução da direção de Kawase é uma das mais belas dos cineastas atuais. Na trama, conhecemos Satoko ( Hiromi Nagasaku ) e Kiyokazu ( Arata Iura ), um apaixonado casal, com ótima condição financeira que vivem seus dias na busca de ampliar sua família. Porém, quando descobrem que um deles é impossibilitado de terem biologicamente um bebê, resolvem procurar uma agência de adoção. Ouvindo relatos ...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #153 - Andrea Loureiro

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nossa entrevista de hoje é cinéfila, de Recife. Andrea Loureiro , é psicóloga e psicopedagoga. Tem sólida experiência na área de recursos humanos, mas hoje trabalha em home office. Começou a assistir filmes e séries intensamente no final do ano passado, ficou apaixonada. Sabendo disso, amigos e familiares começaram a pedir frequentemente indicações, daí teve a ideia de criar o Instagram @film...

Crítica do filme: 'Nuestras Madres'

As profundezas de um mar sem fim. Em seu primeiro longa-metragem de ficção, o cineasta Cesar Diaz brilha intensamente trazendo ao público uma trama profunda e honesta sobre o acaso reencontrando memórias de tempos muito difíceis. Impactante e com bastante reflexões sobre o sofrimento vivido por muitos dos personagens, o projeto relembra um tempo onde o sofrimento não parecia ser a verdade. A melhor forma de definir esse belo trabalho é que são os contrapontos das gerações buscando respostas de tempos tristes. Atemporal, para nunca esquecermos tudo que se passou. Nuestras Madres é uma Co-produção Guatemala, França e Bélgica, foi o indicado pelo último a ser seu concorrente ao Oscar 2020 de Melhor Filme Estrangeiro. Na trama, conhecemos o jovem Ernesto ( Armando Espitia ), antropólogo forense do IML da Guatemala, um dos responsáveis de encontrar corpos de pessoas desaparecidas em tempos da ditadura. Certo dia, encontra a indígena e de vida simples Nicolasa ( Aurelia Caal ) e acaba de...

Crítica do filme: '1986'

A sobrevivência em um lugar onde o passado ainda deixa fantasmas. Escrito e dirigido pelo cineasta alemão Lothar Herzog , 1986 , longa-metragem da Bielorrússia (país europeu sem saída para o mar) não deixa de ser um alerta mundial de como são as coisas nesse país pós-soviético. Seguindo a trilha de um drama vivido por uma jovem que vê seu mundo desmoronar com a prisão do pai, o projeto apresenta muitas críticas a situação de uma região praticamente esquecida pelo mundo. Na trama, conhecemos, Elena ( Daria Mureeva ), uma estudante da faculdade na cidade de Minsk que possui um relacionamento complicado, por vezes obsessivo com seu namorado Viktor. Muito ligada ao pai, meio que seu mundo desmorona quando esse vai preso por transações ilegais. Assim, para ajudar sua família a protagonista precisará assumir os negócios do pai que consiste em transportar caminhões para zonas proibidas próximas de onde aconteceram a tragédia de Chernobyl. Mas nada será fácil. Pena que o roteiro, com uma l...

Crítica do filme: 'Eeb Allay Ooo!'

Nunca demonstre medo. Nunca olhe nos seus olhos. Dirigido pelo cineasta Prateek Vats , com roteiro assinado por Shubham , o longa-metragem indiano Eeb Allay Ooo! que faz parte da seleção da Mostra de SP 2020, é um filme simples que tenta mostrar muito de um povo tendo como plano de fundo um rapaz desesperado e quase perdido no mundo em seu novo e peculiar emprego. Uma das graças do cinema é nos levarmos para situações, profissões, culturas que jamais tínhamos ouvir falar. Eeb Allay Ooo! tem esse mérito. Na trama, conhecemos Anjani ( Shardul Bharadwaj ), um rapaz boa praça, que está desemprego e mora quase de favor com a irmã que está grávida e o marido dela que é da guarda municipal. Certo dia, Anjani consegue um emprego, mas nada será fácil, pois o novo trabalho dele é o de espantador de macacos, esses que cismam em estragar situações em Nova Deli. Inventando as formas mais inusitadas possíveis para espantar os animais, já que possui um medo forte deles, o protagonista precisará enf...

Crítica do filme: 'Uma Relação Delicada'

Ninguém mexe nas memórias do passado. Dirigido pela cineasta Linda Dombrovsky , Pilatos , é um filme húngaro que aborda uma relação conturbada entre mãe e filha. Com muitos méritos, usa do Simbolismo como referência ao tempo, principalmente, até mesmo, reflexões em forma de metáforas com curtos flashbacks sobre épocas passadas vividas por essa família. Delicado, com harmônicos arcos (Terra, Fogo, Água e Ar), o filme possui duas atuações destacadas: Ildikó Hámori e Anna Györgyi . A trama é uma adaptação do livro homônimo da autora húngara Magda Szabó . Na trama, conhecemos Anna ( Ildikó Hámori ), uma senhorinha de vida simples que acaba de perder o marido. Tentando achar uma solução para não deixar a mãe sozinha, sua filha Iza ( Anna Györgyi ), uma importante médica, resolve levar a mãe para morar com ela. Isso acaba gerando uma série de problemas por conta da distância e diferente entre as duas, mesmo sendo mãe e filha. Há iminências de um conflito por todos os arcos. Parece uma p...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #152 - Karina Oliveira

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nossa entrevistada de hoje é cinéfila, de Manaus. Karina Oliveira , tem 22 anos. É criadora do Instagram @entusiastadecinema.   1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha. Frequento bastante Playarte Manauara , por ser mais perto da minha casa, tem uma ótima estrutura e excelente atendimento.   2) Qual o primei...

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #151 - Pablo Regis

O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.   Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de Campos dos Goytacazes. Pablo Regis , tem 24 anos, apesar de não ter nenhuma formação na área, é apaixonado por cinema desde que se entende por gente, ao longo do tempo o seu amor por filmes foi crescendo cada vez mais e passou a entender mais sobre o assunto, não tem ideia de quantos filmes já viu na vida, mas sabe que já foram muitos, por isso criou ...