Pular para o conteúdo principal

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #153 - Andrea Loureiro


O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.

 

Nossa entrevista de hoje é cinéfila, de Recife. Andrea Loureiro, é psicóloga e psicopedagoga. Tem sólida experiência na área de recursos humanos, mas hoje trabalha em home office. Começou a assistir filmes e séries intensamente no final do ano passado, ficou apaixonada. Sabendo disso, amigos e familiares começaram a pedir frequentemente indicações, daí teve a ideia de criar o Instagram @filmesforfun em 4 de junho 2020 com o objetivo de compartilhar e ajudar com as escolhas, dicas, opiniões e noticias sobre o mundo do cinema. Para ela, está sendo prazeroso, sempre há trocas de experiências, feedbacks, mais seguidores e indicações.  

 

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

É o Cinemark que fica no Shopping Riomar, em Recife. Além do conforto e localização, são exibidos filmes atuais com qualidade de imagem e som.

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente.

Foi o filme Os Embalos de Sábado à Noite. Fui ao cinema assistir esse filme, com classificação 16 anos, e o que aconteceu? Fui barrada porque tinha não tinha a idade. Mas, na época foi tanta conversa que acabei assistindo e achando tudo lindo e maravilhoso.

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Não tenho um diretor favorito, gosto de bons filmes com boas histórias e mensagens. Mas quero homenagear meu conterrâneo Guel Arraes, que dirigiu brilhantemente o filme O Auto da Compadecida, do grande Ariano Suassuna.

 

4) Qual seu filme nacional favorito e porquê?

O Auto da Compadecida. Porque é uma comédia que conta a história de João Grilo e Chicó, no sertão nordestino, mostrando e valorizando a cultura, religião e os bordões.

 

5) O que é ser cinéfilo para você?

É amar tudo o que se relaciona ao cinema.

 

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Acredito que entenda em parte, mas o foco maior é financeiro porque percebo que os cinemas que frequento se preocupam em exibir lançamentos.

 

7) Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Espero que isso não aconteça. Na minha opinião o cinema deveria rever seu proposito, principalmente porque hoje há no mercado diversos serviços e ofertas de streaming. Então, deveria levar em consideração o custo vs beneficio dos ingressos para atingir novos frequentadores e criar novas forma para atrair.

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

O filme é Mucize (milagre). É um filme Turco que se passa anos 60. Ele é baseado numa história real belíssima e comovente, que mostra a força do amor pela profissão PROFESSOR, pelo ser humano, pela educação e inclusão social.

 

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

As salas de cinema deveriam reabrir após a vacina contra a covid-19, porque é um local fechado, tem aglomeração e nem todas as pessoas fazem a sua parte, apesar das recomendações.

 

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Na minha opinião o cinema brasileiro atualmente teve uma melhora significativa, com sucesso de bilheteria de alguns filmes, mas acredito que precisa ser mais valorizado.

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Tem uma atriz que dou boas gargalhadas, que é a Ingrid Guimarães.

 

12) Defina cinema com uma frase:

É uma viagem de conhecimentos e emoções.

 

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema:

Assisti um filme que na sala só tinha uma pessoa, EU.

 

14) Defina 'Cinderela Baiana' em poucas palavras...

Não assisti e nem tenho curiosidade.

 

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Acredito que o cineasta, quando escolheu a profissão, é porque tem paixão pelo universo dos filmes, então penso que um bom diretor deveria ser um cinéfilo.

 

16) Qual o pior filme que você viu na vida?

No momento lembro do filme Hot Rod - Loucos Sobre Rodas, que é sobre um aspirante de dublê.

 

17) Qual seu documentário preferido?

Vou citar dois. O primeiro é O Dilema das Redes, que traz um tema bem atual, que todos nós sabemos que faz mal, mas não queremos enxergar. Profissionais da área de tecnologia fazem um alerta sobre os impactos da rede social em nossas vidas. O segundo é o documentário que levou dez anos para ser concluído - Pai, Filho, Pátria. Conta a história real de Brian, um pai que depois de ser gravemente ferido no Afeganistão retornou para casa. Mostra a jornada de sacrifícios, amor, perda em busca da redenção dele e de seus dois filhos.

 

18) Você já bateu palmas para um filme ao final de uma sessão?

Sim, para alguns filmes, que considerei uma boa historia.

 

19) Qual o melhor filme com Nicolas Cage que você viu?

O filme que acho lindo é Um Homem de Família. Esse filme tem uma história cativante, reflexiva e com espirito natalino.

 

20) Qual site de cinema você mais lê pela internet?

Sempre leio os seguintes sites: IMDb, Rotten Tomatoes, porcorn e blog Hollywood.

 

 

 

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'Vípuxovuko – Aldeia' [Fest Aruanda 2025]

Trazendo as reflexões sobre formas de organizações comunitárias, resistência cultural e gritos de identidade em uma aldeia urbana indígena no Mato Grosso do Sul, o curta-metragem Vípuxovuko – Aldeia parte para a ficção com muitas bases na realidade. O projeto surgiu de uma conversa do diretor filme, Dannon Lacerda , com a porteira do seu prédio, cujo sobrinho viria a se tornar inspiração para a obra. Selecionado para a mostra competitiva de curtas-metragens nacionais do Fest Aruanda 2025, a obra avança nas suas críticas sociais, muito bem articuladas a partir de um protagonista de raízes indígenas, que escapa de generalizações. Ele trabalha como entregador e também exerce a função de líder de sua comunidade, reivindicando direitos e protegendo seu povo das ações desenfreadas dos mecanismos do Estado.    A cultura indígena ganha registros através da fé, da cultura, da tradição e da preservação desses povos originários, que em muitos casos estão sempre na luta pela continuid...

Crítica do filme: 'Apocalipse Segundo Baby' [Festival É Tudo Verdade 2026]

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade. Se você ouvir esse nome por aí, talvez não sabia de quem se trata. No entanto, se falarmos Baby do Brasil – ou mesmo Baby Consuelo, como foi conhecida boa parte de sua carreira - as lembranças logo chegam. 18 anos depois do início do projeto, o documentário Apocalipse Segundo Baby, chegou às telonas brasileiras antes da sua estreia em circuito, através do Festival É Tudo Verdade. Com roteiro e direção de Rafael Saar , a obra toma um rumo corajoso desde seu início, fugindo de referências documentais conhecidas para se chegar em uma narrativa intensa, cheia de imagens e movimentos. Essa busca pela originalidade, na tentativa de traduzir o abstrato de uma personalidade plural, marcada por autorreflexões de Baby, segue apenas por essa perspectiva, com a ajuda de registros de apresentações marcantes. De Niterói a Salvador, passando por uma experiência marcante em Santiago de Compostela - ex-integrante do grupo Novos Baianos, que alcançou o sucesso a...

Crítica do filme: 'Zico, o Samurai de Quintino'

Um craque como poucos, dentro e fora de campo. Se você acompanha futebol - ou não -, já ouviu falar de Zico, um dos maiores camisas 10 da história do futebol mundial. Muito associado à nação rubro-negra, sua idolatria transborda para torcedores de outros times e outros países. Um figura exemplar, que preencheu páginas gloriosas desse esporte que é uma paixão nacional. Hoje, aos 73 anos, o galinho de quintino tem recortes de sua vida apresentados ao público no documentário Zico, o Samurai de Quintino , com estreia marcada para o próximo dia 30 de abril nos cinemas. Dirigido por João Wainer , o projeto busca um olhar amplo, construído desde seus primeiros passos na carreira até sua passagem pelo Japão, mostrando sua importância para a profissionalização do futebol naquela região – um legado visto até hoje -, com um recheio saboroso revisitando sua história profissional no Brasil.    O documentário segue por um modelo narrativo convencional, sem se arriscar, com entrevistas e...