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Crítica do filme: 'O Tiro que não saiu pela Culatra'


Problemas familiares não tem endereço, a eterna roda gigante da educação. No final da década de 80, chegou aos cinemas O Tiro que não Saiu pela Culatra, dirigido por Ron Howard, um drama com pitadas cômicas que mostra um arranjo familiar complicado com tipos de educações diferentes. Passando um raio-x em uma família com as mais diversas crises, o brilhante roteiro da dupla Lowell Ganz e Babaloo Mandel nos faz refletir a todo instante. A atriz Dianne Wiest foi indicado ao Oscar por esse filme e Randy Newman, autor da trilha sonora, concorreu com a canção I Love To See You Smile ao Grammy, ao Globo de Ouro e ao Oscar.


Na trama, conhecemos uma família de classe média norte-americana e seus conflitos diários entre pais, mães, filhos e filhas. Tem o pai que pressiona na rigidez educacional de uma garotinha (até ler Kafka a garota é forçada) e a mãe não consegue se impor para evitar a pressão; uma mãe que cria os dois filhos sozinha e ambos passam por problemas e descobertas e tem problema com sua autoridade inexistente; Um advogado e sua esposa com três filhos e um com um deles sendo aconselhado a ir no psicólogo pela escola; O pai de muitos desses, que até hoje não conseguiu controlar os vícios do filho mais novo. A biologia, os motores da educação, nada tem muita lógica quando o assunto é educar. O elenco é ótimo Steve Martin, Mary Steenburgen, Dianne Wiest, Rick Moranis, Keanu Reeves, Joaquin Phoenix (em um de seus primeiros filmes), entre outros.


Durante as pouco mais de duas horas, que nem vemos passar, uma coisa é certa: todos os núcleos tem os seus problemas. Por mais que o protagonista seja Steve Martin e seu Gil (os pensamentos futuros, do personagem, sobre erros e acertos são hilários. Brincar com um tema tão sério não é fácil) todas as subtramas são muito bem detalhadas pelas lentes de Howard. O ritmo é recheado de objetividade mas com lacunas a se preencherem talvez até por um julgamento reflexivo que podemos ter durante os assuntos mostrados. Não há fórmula para se educar, nunca será como queremos. Um dos filmes mais amplos em discussões sobre o tema pais e filhos.

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