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Crítica do filme: 'Eu sou sua Mulher'


A valentia em forma de timidez de uma corajosa mulher. Produzido pela Amazon Studios e dirigido pela cineasta Julia Hart, com roteiro assinado pela mesma e por Jordan Horowitz, Eu sou Sua Mulher é um projeto que possui um entrelaçado de gêneros cinematográficos, fato que se torna a grande chave de sucesso dele. A troca do drama, dentro de uma ação constante em um road movie com momentos de riso seco mas nervoso, além de surpresas tensas em forma de thriller, transformam a atmosfera dessa trajetória em um grande banquete de emoções aos cinéfilos. No papel da forte e valente protagonista a atriz norte-americana Rachel Brosnahan (que também da luz a protagonista do elogiado seriado Maravilhosa Sra. Maisel).


Na trama, conhecemos Jean (Rachel Brosnahan), uma mulher dos seus 30 anos casada com Eddie (Bill Heck) que vive em uma confortável casa, na década de 70, nos Estados Unidos. Certo dia, seu marido aparece com um bebê em casa e tempos depois sai para trabalhar e não volta, acordada no meio da noite por um ‘parceiro de profissão’ de Eddie, Jean precisará encarar as surpresas da real profissão do marido e fugir com o bebê de assassinos cruéis. Para isso, contará com a ajuda de Cal (Arinzé Kene).


Há uma grande troca de perspectiva conforme vamos conhecendo melhor essa trama. Com algumas surpresas pelo caminho e uma força enorme das subtramas com ótimos coadjuvantes, o filme se torna tenso em muitos momentos e a ação vira algo constante. O primeiro arco é meio morno mas é algo construtivo para entendermos melhor toda a transformação que precisa passar a protagonista. Outro ponto importante é que o mundo machista e preconceituoso de décadas atrás (não que hoje também não seja assim) é colocado no roteiro com bastante destaque.


I'm Your Woman, no original, é uma grande surpresa no catálogo da Amazon. Um filme impactante, de tirar o fôlego em alguns momentos.

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