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Crítica do filme: 'Army of the Dead: Invasão em Las Vegas'


O mito do rei e da rainha. Surfando na onda sangrenta do confronto entre um grupo precisando de dinheiro e um bando de zumbis turbinados, alguns inclusive que andam de cavalo, Army of the Dead: Invasão em Las Vegas busca sentido nas relações não só dos personagens que se aventuram na ex-cidade dos cassinos que virou um caos mas também no inusitado ritual de um espaço de mortos vivos com um rei e uma rainha. Paralelos diversos podemos traçar mas a pretensão nas partes dramáticas acaba retirando desse entretenimento seu valor mais objetivo: a diversão. Com um orçamento acima dos 70 milhões de dólares, escrito e dirigido por Zack Snyder o filme não passa de uma tentativa de originalidade dentro de um universo muito batido no mundo dos cinemas e seriados. Disponível na Netflix.


Na trama, conhecemos Scott (Dave Bautista) um homem amargurado por marcas pesadas de um passado recente onde perdera tudo após a contaminação Zumbi em Las Vegas. Certo dia, ele agora trabalhando fritando hambúrgueres em uma lanchonete com pouco movimento, recebe o convite de um influente homem para resgatar cerca de 200 milhões de dólares que estão escondidos embaixo de um hotel no meio do caos que se tornou o centro de Las Vegas (que está isolado pelo governo norte-americano e prestes a ser detonado). Sem ter nada a perder, Scott topa a missão e recruta conhecidos para se juntarem a ele nessa jornada de muito sangue, surpresas e milhares de zumbis.


A sofistificação do cenário Zumbi junto a personagens que pouco brilham se tornam os grandes calcanhares de aquiles desse projeto. Snyder, em pouco mais de duas horas de projeção, busca uma análise profunda sobre os mortos vivos visto na maioria dos filmes como seres não pensantes, somente sedentos de sangue. Em Army of The Dead percebemos o inusitado poder, uma seita Zumbi, com líderes e uma organização bizarramente engenhosa que dera início de maneira quase inaceitável dentro dessa lógica complexa que se propõe como é mostrado pela falta de segurança no primeiro dos infectados no abre alas da história. Essa variação do simples e do complicado acaba atingindo o desinteresse por não encontrem equilíbrio dentro de uma frenética ação que é instaurada com oásis sonolentos de pontos dramáticos e subtramas desinteressantes. Os personagens não conseguem brilhar. Imaginem como um vídeo game onde dentre os lutadores disponíveis nenhum te agrada.


Se você conseguir se desligar das partes dramáticas e focar na ação, pode ser que consiga ter um bom entretenimento mesmo que entre o simples e o complicado se tornem obstáculos das tentativas de climaxs espalhados pelo roteiro.   

 


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