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E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #488 - Bruno Perillo


O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.


Nosso entrevistado de hoje é cinéfilo, de São Paulo. Bruno Perillo tem 51 anos. Formado em 1994, começou sua carreira profissional em 1995, ao ingressar no Grupo Tapa. Atuou lá em várias montagens teatrais, dentre elas: A Serpente (de Nelson Rodrigues), Moço em Estado de Sítio (de Oduvaldo Vianna Filho), Ivanov (de Anton Tcheckhov), Rasto Atrás (de Jorge Andrade), Vestido de Noiva (de Nelson Rodrigues) e Morte e Vida Severina (de João Cabral de Melo Neto). Em 2000, numa co-produção Tapa/Folias d’Arte, ingressou no Grupo Folias d’Arte para a montagem de Happy End (de Bertolt Brecht) e lá atuou em uma série de montagens sob a direção de Marco Antônio Rodrigues. Atuou em O Último Concerto Para Vivaldi (de Dan Rosseto), As Duas Mortes de Roger Casement (de Domingos Nunez), Credores (de August Strindberg) e Dançando em Lúnassa (de Brian Friel), Fortaleza (de Flavio Goldman), Ópera do Malandro (de Chico Buarque) e Absinto (de Luciana Carnieli), com os diretores Nelson Baskerville, Domingos Nunez, Heitor Goldflus, Kleber Montanheiro, Cassio Scapin, Dan Rosseto. Em cinema, atuou em diversos curtas, e longas-metragens como Salve Geral (de Sergio Rezende), Onde Andará Dulce Veiga (de Guilherme de Almeida Prado), Último Chá (de David Kullock), Amparo e Mario Wallace Simonsen (de Ricardo P. Silva), A Felicidade de Margô (de Mauricio Eça).

 

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Reserva Cultural, que traz uma programação diferenciada, com muitos filmes europeus e asiáticos.

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente.

Derzu Uzala, de Akira Kurosawa.

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

São dois! Ingmar Bergman, muitos filmes dele, em especial Persona. David Lynch, Cidade dos Sonhos.

 

4) Qual seu filme nacional favorito e porquê?

Muitos. Recentemente, Boi Neon e Bacurau.

 

5) O que é ser cinéfilo para você?

É ir ao cinema ao menos 1 vez por semana, sempre. Na sala, ao vivo.

 

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

A maioria dos grandes cinemas preocupa-se mais com as grandes bilheterias.

 

7) Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Não! Porque os cinéfilos não acabarão.

 

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

O Cidadão Ilustre, longa argentino, em cartaz na Netflix. Nomadland é incrível também, mas este ganhou o Oscar.

 

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Não devem abrir antes da vacinação em massa.

 

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Vejo ótimos filmes sendo produzidos – apesar de inúmeras dificuldades, da pandemia à terrível destruição cultural feita pelo atual governo.

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Kléber Mendonça Filho.

 

12) Defina cinema com uma frase:

Cinema é viver a utopia, é fotografar a beleza e o caos.

 

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema:

Numa sessão de 2001, Uma Odisseia no Espaço, no extinto cinema Gemini 1 em São Paulo, vi o filme completamente sozinho.

 

14) Defina 'Cinderela Baiana' em poucas palavras...

Não assisti...

 

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Creio que assistir a filmes é uma escola importantíssima pra qualquer cineasta. Dá referências e repertório.

 

16) Qual o pior filme que você viu na vida?

Não consigo me lembrar, rs, mesmo ruim é bom ter ido ao cinema.

 

17) Qual seu documentário preferido?

Fahrenheit – 11 de setembro, do Michael Moore.

 

18) Você já bateu palmas para um filme ao final de uma sessão?  

Sim, em muitas pré-estreias.

 

19) Qual o melhor filme com Nicolas Cage que você viu?

Coração Selvagem, do David Lynch.

 

20) Qual site de cinema você mais lê pela internet?

AdoroCinema.

 

21) Qual streaming disponível no Brasil você mais assiste filmes?

Netflix.

 

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