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Crítica do filme: 'Cry Macho'


As decisões de um final de vida. Chegou aos cinemas nesse meio de setembro esse que pode ser um dos últimos trabalhos das telonas Clint Eastwood que completou 91 anos no último mês de maio. Buscando a emoção em contraponto à ação, segue firme e objetivo em investigar ‘o nada a perder’ ou mesmo os últimos atos de um personagem no terço final de sua vida, fato que se torna um bonito paralelo quando pensamos nesse ator e diretor que nos brindou ao longo dos anos com personagens e filmes marcantes que nunca saíram de nossa memória. Nem tão profundo e crítico como outros mas com uma carga de emoção e romantismo na medida certa Cry Macho pode ser uma das últimas vezes que veremos o Sr. Eastwood numa tela enorme.


Na trama, conhecemos Mike Milo (Clint Eastwood) um ex-vencedor de rodeios nos Estados Unidos, criador de cavalos, que passa seus últimos dias sem muitas pretensões e de quebra ainda lutando contra uma já sentida solidão, sem nenhum preenchimento em sua volta. Certo dia, acaba se tornando a única solução de um pai que quer seu filho de volta e para isso Milo precisará atravessar a fronteira do México e ir em busca do jovem que está em uma situação complicada que envolve sua mãe.


O roteiro é guiado por um ritmo de bolero, leve, e nas entrelinhas que chega ao seu ápice em uma cena emblemática já no clímax do filme. Há uma deferência em todos os cantos, seja na maneira de resolver os problemas que aparecem na frente do personagem, seja nas próprias atitudes do protagonista que basicamente ou em meio a suas expressões nostálgicas (referências inclusive à outros personagens de Clint), seja nos diálogos profundos sobre ser um homem bom, partindo do ponto da imperfeição, em meio ao caos. Mesmo se perdendo aos poucos buscando encontrar sua profundidade o projeto emociona a todos que tem uma pequena noção de quem é o Sr. Clint Eastwood e todo seu amor pelo seu trabalho de anos nas telonas de todo o mundo.



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