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Crítica do filme: 'Espíritos Obscuros'


Caminhando pelos trajetos sempre imaginativo das lendas e histórias de antepassados, Espíritos Obscuros, que estreou nesse mês de outubro de 2021 nos cinemas brasileiros, busca entreter o espectador com alguns sustos, uma história muito mal contada que não consegue ultrapassar o superficial dependendo das atuações para ter algum brilho. Dirigido por Scott Cooper (Coração Louco), o projeto naufraga nas águas sonolentas dos clichês sem alcançar nenhum brilho de curiosidade. É protagonizado por Keri Russell e Jesse Plemons.


Na trama, conhecemos Julia (Keri Russell), uma mulher com traumas em seu passado que volta depois de muitos anos para a cidade onde foi criada e vai morar com seu irmão, o xerife Paul (Jesse Plemons). Ela consegue um trabalho como professora e tenta se readaptar à nova vida. Um dia começa a perceber algo de errado com um de seus alunos e aos poucos começa a tentar encontrar soluções para ajudá-lo mas conforme vai descobrindo o que acontece com ele mais perto do perigo ela fica.


Por incrível que pareça, mesmo dando um sono danado, o filme tem dois caminhos que você pode percorrer e até se divertir com os sustos. Tem o foco principal com a protagonista que parece estar bem perdida na vida: percebe-se que é uma ex-alcoolica e isso fora provocada por conta de abusos que sofreu, parece que ela usa toda a situação que se estabele para poder ajudar alguém porque no caso dela nunca foi ajudada. Tem o foco no aluno que passa por uma situação insustentável que envolve o pai e o irmão as nessa ótica há estranhezas como a falta de observação lógica de toda a comunidade de que algo obviamente estava errado com ele. As linhas intercessoras é que deixam a desejar, a acoplagem da história do Monstro mitológico (algo que contorna também alguma lenda indígena), suas razões e porquês não convencem, sendo praticamente jogados no arco narrativo.


Espíritos Obscuros poderia ser um filme bem mais convincente e bem mais assustador, pois quando encontramos as pistas do porquês nossa curiosidade se conecta com o que estamos vendo na tela, situação que não acontece nessa produção.



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