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Crítica do filme: 'À Espreita do Mal'


Nada é o que parece ser. À primeira vista, À Espreita do Mal parece um filme de assombração como tantos outros que assistimos ano após ano mas uma rebobinada na não lineariedade do roteiro nos leva à outros pensares, outras perspectivas, sendo a grande sacada do filme. Dirigido pelo cineasta britânico Adam Randall (em seu primeiro longa-metragem como diretor), e com um ótimo roteiro assinado por Devon Graye, o filme, disponível na Netflix, é um grande achado em um ano com poucas boas opções de lançamentos.

Na trama, conhecemos o casal Jackie (Helen Hunt) e Greg (Jon Tenney). Há uma crise profunda no casamento entre essa médica e esse policial pois, no presente, ambos precisam enfrentar uma traição que ainda há muito desenrolar. O filho do casal inclusive está com um ódio mortal da mãe e acha que ela é a culpada por sua família estar em cacos. Certa noite, após dias escutando coisas e vivendo situações estranhas, eles percebem que não estão sozinhos em casa.


Fotografias sumidas, televisores que ligam sozinhos, ruídos misteriosos, vultos que circulam pela casa, colchões sendo puxados...o que você imagina que tá acontecendo? À Espreita do Mal busca nos detalhes chegar ao clímax da tensão que objetiva até mesmo pela ótica da amargura que é nítida em quase todos os personagens. O arco primário é um pouco corrido, muitas informações em pouco tempo, vamos digerindo aos poucos mas por conta de um detalhe escondida na história tudo de repente começa a fazer muito sentido deixando o espectador sem conseguir desgrudar da televisão para descobrir qual vai ser aquele desfecho.

 

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