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Crítica do filme: 'The Trip'


As complicações de um relacionamento. E chega da Noruega um dos filmes mais sangrentos e debochados disponíveis no universo dos streamings. The Trip fala sobre os contornos da inconsequência em um universo de um casal que já está de saco cheio um do outro e resolvem definir essa situação em um fim de semana num chalé da família. Repleto de momentos sangrentos e cenas fortes o longa-metragem dirigido pelo cineasta Tommy Wirkola é puro entretenimento para Tarantino nenhum botar defeito! Protagonizado pelos ótimos Noomi Rapace e Aksel Hennie.


Na trama, conhecemos Lisa (Noomi Rapac) e Lars (Aksel Hennie), um casal na faixa do 40 anos que está em gigantesca crise no casamento deles. Ela uma atriz frustrada por nunca conseguir grandes papéis, ele um cineasta que só consegue dirigir comerciais de televisão. Para tentar resolver a situação, planejam um fim de semana em um lugar afastado do grande centro onde várias situações surpreendentes colocam em cheque tudo que eles pensaram um sobre o outro até ali. Repleto de surpresas, o projeto envolve cenas de ação de tirar o fôlego e diálogos debochados por todo seu tempo. Grande roteiro!


Partindo do complicado cotidiano do relacionamento o filme mostra os caminhos dos dois personagens em um roteiro não linear que nos surpreende a todo instante com variáveis quase inacreditáveis que surgem em vários dos inúmeros clímaxs que a fita possui. O deboche, que pode ser entendido também como humor negro, está por todos os lados, nos diálogos tragicômicos, nas situações beirando ao imaginativo. O elenco é ótimo e soma bastante ao liquidificador de loucuras que os protagonistas passam, indo e voltando com suas escolhas.


Há possibilidade de traçarmos paralelos sob a ótica do casamento. Mesmo sendo extremo em seu discurso, quando trazemos para a realidade com um pouco de bom senso chegamos a pontos reflexivos aos montes. The Trip está disponível na Netflix.

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