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Crítica do filme: 'Mimadinhos'


Até a última gota de bobagem. Chegou na Netflix a comédia francesa Mimadinhos que aborda as desilusões de um pai ausente que percebe o descaso dos filhos com as regras básicas da vida. Dirigido pelo cineasta francês Nicolas Cuche, Mimadinhos usa da estratégia do riso fácil em cenas bobas em um arquétipo de trivial entendimento onde sabemos desde o início como a história terminaria. Os personagens são muito mal desenvolvidos, seus conflitos acabam sendo resolvidos por soluções muito simples dentro de um contexto que seria de reflexão. São 95 minutos que custam em não terminar. Um dos piores filmes do ano quando pensamos em lançamentos para Streaming nesse ano.


O projeto, que é um remake do filme mexicano Nosotros los Nobles, conta a história do milionário Francis (Gérard Jugnot) um velhinho gente boa que mora em uma mansão luxuosa em Mônaco junto com seus três filhos, os mimados Stella (Camille Lou), Alexandre (Louka Meliava) e Philippe (Artus). Ao perceber que os filhos não vão trabalhar e viver do dinheiro que ele ganha pra sempre, resolve bolar um plano onde finge que faliu e assim obriga os filhos a se mudarem com ele para uma casa mais humilde em Marselha onde todos terão que trabalhar para se sustentarem.


O conflito familiar que é o grande epicentro da trama, mesmo que na superfície busca suas reflexões nos diálogos mas que só funcionam mesmo quando há o confronto do pensar, quando o riso fácil é esquecido e se modela um drama. Só que essa transição é muito mal feita pelo roteiro que se perde em personagens excêntricos e mal desenvolvidos deixando o luxo (o visual) se tornar peça mais importante para o longa-metragem do que os próprios personagens e seus dramas. Quando percebemos a pretensão de refletir o filme, pensamos também que poderiam ter sido encontrado melhores soluções e não se tornar um descartável entretenimento.




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