Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Pânico 3'


A multiplicação de uma história marcante. Chegando aos anos 2000 com muita história ainda para contar e adotando aquela fórmula que já conhecemos dos outros dois filmes, com um início alucinante e muita tensão, Pânico 3 busca sua força nas referências, na memória dos outros filmes, trazendo um roteiro repleto de clichês selecionados e diálogos que divertem em alguns momentos e causam clima de mistério em outros. Dirigido novamente por Wes Craven e dessa vez com roteiro Ehren Kruger, o projeto conta com a participação de mais rostos novos como: Patrick Dempsey e Parker Posey. A trilha sonora desse filme é assinada pelo craque Marco Beltrami.


Na trama, após uma tragédia envolvendo um dos rostos conhecidos de outros filmes da franquia, vemos a produção de Stab 3 (longa-metragem baseado nos fatos trágicos acontecidos no primeiro Pânico) e o retorno de mais um assassino que usa a Ghostface e que volta a aterrorizar os personagens. Sidney (Neve Campbell) está com nova identidade, vivendo isolada em uma área distante dos grandes centros, trabalhando home office. Mas ela precisará reaparecer para tentar buscar as respostas desse nova quebra-cabeça juntamente com Dewey (David Arquette) e Gail (Courteney Cox).


A fórmula começa a ficar batida: Pânico 3 é a causa e a consequência de como espremer o suco até o final. Os paralelos e diálogos curiosos sobre a cinema e os filmes continuam, até mesmo a análise não objetiva da metalinguagem está de volta aqui mas o roteiro perde força, talvez por não ser tão criativo como em outros filmes da famosa franquia. Deixa um rastro de mais do mesmo em muitos momentos. Buscando surpreender em seu arco final, trazendo teorias e beirando ao absurdo, o projeto que arrecadou quase 170 milhões de dólares em bilheteria ao redor do planeta não deixa de ser um despretencioso filme para os fãs.  

 

 

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...