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Crítica do filme: 'Palmer'


Os dilemas das segundas chances. Lançado em 2021 no streaming da Apple Tv+ , o longa-metragem Palmer é um drama que mostra as reviravoltas na vida de um ex-detento que perdeu sua vida por conta de um ato violento anos atrás e agora se vê em meio a uma série de decisões que envolvem sua vida e a de uma mãe e filho. Em seu segundo longa-metragem de ficção, o cineasta Fisher Stevens busca captar a profundidade dos dilemas de um homem buscando novas escolhas para sua vida e as relações de uma família disfuncional e como os outros enxergam esses conflitos. No papel principal, um competente Justin Timberlake.

Na trama, conhecemos Palmer (Justin Timberlake), um ex-atleta com bolsa na faculdade que acaba se metendo em uma enorme confusão, sendo preso e passando bastante tempo na prisão. Ele volta pra casa da avó e assim busca recomeçar sua vida. Paralelo a esse momento que passa de sua vida, o destino colocar em seu caminho Sam (Ryder Allen), um jovem garoto que mora com a drogada mãe Shelly (Juno Temple) no terreno da avó de Palmer. Aos poucos Palmer e Sam vão se aproximando e um tenta aprender mais com o outro.


Escrito por Cheryl Guerriero, o projeto bate na tecla das relações familiares. Sobre isso, enxergamos a de Palmer com sua avó, o primeiro cheio de impasses tendo que lidar com todos os tipos de problemas que vão desde o preconceito contra o fato dele ser um ex-detento até as dúvidas que sua avó tem ainda sobre a índole dele. Também enxergamos a relação de Sam com sua família, praticamente abandonado por longos dias por uma mãe com problemas com drogas e a aproximação dele com Palmer e sua avó na esperança de uma novo lar ou pelo menos referências mais positivas para sua vida.


Palmer é um filme cheio de camadas quando pensamos em emoção. O fato dos personagens serem introspectivos nos deixam margem para complementos do que não são ditos mas que são demonstrados nas ações dentro dos conflitos que aparecem ao longo das quase duas horas de projeção.  


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