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Crítica do filme: 'Time do Coração'


As razões da importância do exemplo. Chegou ao catálogo da Netflix um filme que mesmo puxado para conflitos no lado familiar encosta em um assunto que ocupou as páginas das editorias especializadas em esportes nos Estados Unidos onde um treinador de futebol americano muito famoso foi suspenso pela liga após denúncias de pagamento para jogadores que machucassem outros jogadores. Assim, nos é apresentado Sean Peyton no seu hiato, longe dos gramados, no resgate da relação com o filho que mora longe. O longa-metragem é dirigido pela dupla Charles Kinnane e Daniel Kinnane. Protagonizado pelo ator Kevin James


Na trama, conhecemos o treinador principal do New Orleans Saints Sean Peyton que após conquistar o Super Bowl (o grande objetivo de todos os times do futebol americano) é pego em um escândalo que coloca em xeque sua carreira e toda sua reputação. Suspenso pela Liga, resolve estreitar laços com seu filho que mora com a ex-mulher dele e assim acaba tendo a chance de treinar uma equipe juvenil de ligas infantis da qual seu filho faz parte. Sem saber direito como se reaproximar do filho, já que o menino é muito magoado com ele, o futebol americano acaba sendo um elo que dá essa oportunidade a ele.


Não saberemos se esse filme é uma maneira de humanizar forçadamente essa figura genial na sua profissão mas polêmica quando pensamos em ética. Mas o que podemos aprender com Time do Coração, Home Team no original, é que relações entre pais e filhos podem ser complicadas. Aqui o conflito giram em torno das hipocrisias quando pensamos em exemplo. Distante do filho, com um escândalo envolvendo pagamento para machucar adversários, um homem desce do pedestal que estava para tentar se reconectar primeiro com si mesmo, entender que a vida não são jogadas planejadas e que é muito difícil viver sem cometer erros.


O roteiro segue a pegada de outros tantos feitos anualmente no mercado hollywoodiano, times que não são bons encontram seu caminho através de um elo condutor. Muito parecido com Nós Somos os Campeões, até mesmo na hipocrisia do exemplo, no filme de 1992, dirigido por Stephen Herek, o advogado Gordon Bombay (Emilio Estevez) depois de ser preso por dirigir alcoolizado é condenado a 500 horas de serviço comunitário e tem que treinar uma equipe de hóquei infantil.


O mercado norte-americano de cinema ama uma história de redenção, com ou sem pretensão de humanizar controversos personagens.



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